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OBESIDADE MORBIDA

Mulher de 230 quilos pede ajuda: ‘Está muito difícil minha vida’

Ivone Paes de Almeida, de 42 anos, não consegue mais realizar atividades comuns a todas as pessoas, dependendo da ajuda do marido e de parentes para, por exemplo, tomar um banho

17 Nov 2019 - 08h58Por Portal de Umuarama

 Por causa de seus 230 quilos, os dias de uma moradora do distrito de Santa Elisa, em Umuarama, têm sido sempre iguais: deitada em cima de uma cama. Ivone Paes de Almeida, de 42 anos, não consegue mais realizar atividades comuns a todas as pessoas, dependendo da ajuda do marido e de parentes para, por exemplo, tomar um banho. “Está muito difícil minha vida, eu não aguento mais sofrer”, desabafou a mulher em entrevista ao Portal da Cidade Umuarama.

Ivone conta que desde pequena sofre com transtorno de compulsão alimentar, porém, nos últimos dois anos as consequências geradas pela ingestão de uma grande quantidade de alimentos pioraram, levando a obesidade mórbida a gerar graves problemas. Por conta do excesso de peso, ela não consegue andar até a casa da mãe, que fica no mesmo quintal de sua residência, e ainda tem sofrido com sérias crises de falta de ar e com a hipertensão arterial.

Se não bastassem todos os problemas de saúde, a família ainda passa por dificuldades financeiras. O marido de Ivone, que não tem filhos, está desempregado. O trabalhador rural consegue pequenos e breves serviços agrícolas, o que não gera muita renda. A ajuda vem principalmente da aposentadoria da mãe de Ivone. Tias, tios e sobrinhos ajudam se revezando nos cuidados e buscando ajuda para tentar reverter o triste quadro da dona de casa.
“Ela está sofrendo muito. Até pedimos ajuda para um tio dela em Curitiba e ele disse que antes de passar por uma cirurgia bariátrica que é paga pelo SUS [Sistema Único de Saúde], ela precisa ir para um espaço onde é feito um tratamento para perda de peso. Ela não pode fazer uma cirurgia da forma como está, ela vai morrer”, destacou Iolanda Sacardo Bruno, de 58 anos, tia de Ivone. Ainda segundo Iolanda, o tratamento em um spa custaria em torno de R$ 200 mil, dinheiro que a família não dispõe.
O Serviço de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde informou, via Secretaria Municipal de Comunicação, que tem conhecimento do caso da moradora de Santa Elisa. Ainda segundo a Atenção Primária, Ivone já teria sido auxiliada para que fosse possível a perda de peso necessária para a realização de uma cirurgia bariátrica.
Com o acompanhamento de um médico, psicólogo e de uma nutricionista, teria sido estipulada uma meta que a dona de casa chegou a alcançar, mas o médico pediu que ela continuasse com a dieta, acreditando que fosse possível a perda de mais peso, mas Ivone acabou desistindo do tratamento, deixando inclusive de tomar medicamentos por conta própria.
“Sabemos que o caso é grave e agentes de saúde têm feito visitas semanais a ela. Caso ela queira realmente tentar reduzir peso para realizar a cirurgia bariátrica, a Secretaria Municipal de Saúde coloca à disposição uma equipe de profissionais isentos e qualificados ”, concluiu o Serviço de Atenção Primária.

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