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Fátima do Sul, 20 de Outubro de 2017
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28 de Julho de 2017 10h30

Mato Grosso do Sul enfrenta baixa umidade do ar e população sofre com clima seco

Os sites de previsão meteorológica afirmam que a chance de cair chuva em Mato Grosso do Sul nos próximos dias é zero.

Diario Corumbaense

Os sites de previsão meteorológica afirmam que a chance de cair chuva em Mato Grosso do Sul nos próximos dias é zero. Praticamente não choveu no estado em todo o mês de julho. Pela medição do Instituto Nacional de Meteorologia, até o dia 24 de julho, os maiores acumulados não chegavam aos 10 mm: a região de Ponta Porã acumulava 6,0 mm; Amambai, 5,0 mm, Bela Vista acumulava 4,6 mm e Juti tinha 3,2 mm.

 

De acordo com nota divulgada pelo site Climatempo, a falta de chuva ocorre em todo o Centro-Oeste do Brasil e é comum nesta época do ano. Julho é um mês tradicionalmente de estiagem. Nas capitais Goiânia (GO) e Brasília (DF) ainda não choveu este mês. Em Cuiabá (MT) há registro de 0,2 mm (chuviscos) no dia 18 de julho.

Esta última semana do mês será marcada por dias muito secos, ensolarados e quentes no Centro-Oeste, sem condições para chuva. Todos os estados e o Distrito Federal devem registrar diariamente várias horas com nível de umidade no ar entre 12% e 20%, muito abaixo do nível mínimo para a saúde humana, recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é de 60%.

 

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Subgerente de farmácia conta que procura por umidificadores, descongestionante e soro fisiológico aumenta muito nesse período de seca

 

Às 15 horas (Brasília) desta segunda-feira, 24 de julho, o Instituto Nacional de Meteorologia registrava 17% em Água Clara (MS), 18% em Goiás (GO), em Paranaíba (MS), em Sonora (MS) e em Cuiabá (MT) e 27% em Brasília. Nesta última semana de julho, Corumbá deve registra, de acordo com Climatempo variação entre 30% a 80% de umidade relativa do ar. As mínimas são atingidas à tarde, entre 13 e 17 horas.

Não chove na Cidade Branca desde 19 de junho e o reflexo deste período seco é sentido "na pele” pela população. Em uma farmácia localizada na área central, somente nesta semana foram vendidos 15 umidificadores de ar. “Com esse clima seco estamos vendendo muitos umidificadores de ar, tanto que ficamos sem estoque. Chegará mais na próxima semana. Estamos vendendo também inaladores, pois há muitas pessoas com problemas de respiração, sem contar nos inúmeros frascos de soro fisiológico e descongestionantes nasais, esses são os recordes de venda neste período”, informou ao Diário CorumbaenseWaldomiro Eugênio dos Santos Filho, subgerente da farmácia.

 

Reprodução

Suellen não fica sem o descongestionante

 

A universitária Suellen Bezerra Paes, 26 anos, está fazendo as farmácias lucrarem devido a necessidade de usar o descongestionante. Somente neste mês, ela usou 15 frascos do produto. “Há cerca de três anos uso o descongestionante. Meu nariz entope e por nada eu consigo respirar. Lavo o nariz com soro fisiológico, mas eu preciso depois aplicar o descongestionante. Se eu fico sem usar, meu nariz sangra o esforço para respirar é grande. Esse clima me castiga muito, tanto que somente neste mês já usei 15 frascos do produto, eles já fazem parte da decoração de minha casa”, contou.

Caminhando pelo centro da cidade, Alessandra Castro, 34 anos, andava “munida” de uma garrafinha de água para o filho, José Vieira, de 2 anos. “Nós adultos nos sentimos mal com esse clima, ficamos indispostos, a pele fica seca, garganta seca, imagina a criança?! Hoje que tive de vir ao centro, não dispensei a garrafinha de água. Em casa, estamos colocando balde de água no quarto, toalha molhada também e oferecendo muito líquido a ele”, disse a mãe.

O clima seco causa irritações na garganta, nas narinas,  dificuldade de respiração, além da sensação de pele ressecada. Imagine tudo isso aliado à poeira de uma rua não asfaltada. O Lúcio Oliveira, 20 anos, militar, morador da parte alta da cidade descreveu como é morar na rua Paraíba, no bairro Nova Corumbá. “A rua Paraíba recentemente estava em boas condições,  ela não é asfaltada e liga o bairro Nova Corumbá ao Anel Viário. Hoje, há obras na rua e é muita poeira.  Não podemos ficar nem de janela aberta. Passa muito veículo e a poeira invade as casas. Estamos sofrendo em dobro com o clima seco e com a poeira. está insuportável”, afirmou.

 

Divulgação

Moradores de ruas sem asfalto, além do clima seco, sofrem com a poeira

 

Confira algumas dicas de como se manter saudável neste período de seca:

  • - Crianças e idosos são os mais afetados pela baixa umidade do ar, por isso, é necessário atenção especial a esses dois grupos. Incentive a ingestão de bastante água (cerca de dois litros ao dia), além de sucos naturais feitos de maneira adequada e água de coco.
  • - Também é importante manter a higiene doméstica. Evite o acúmulo de poeira, que desencadeia problemas alérgicos;
  • - Prefira alimentos frescos e produzidos o mais próximo possível do horário de consumo. Substitua frituras por alimentos assados, assim como o sorvete de massa por picolé, especialmente de frutas. Queijos amarelos podem ser trocados por queijos brancos;
  • - Durma em local arejado e umedecido. Isso contribui para uma noite de sono tranquila (os ambientes podem ser umidificados com toalhas molhadas, reservatórios com água e até umidificadores);
  • - A pele também merece atenção especial neste período. Evite banhos com água muito quente, que ressecam a pele, e use, sempre que possível, um creme hidratante. Em caso de irritação das vias aéreas e dos olhos, use soro fisiológico para lavar os olhos e as narinas.
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