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Fátima do Sul, 23 de Agosto de 2017
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7 de Agosto de 2017 09h30

Hora do Mamaço reuniu relatos de experiências sobre vínculo entre mãe e filho

O objetivo foi mostrar a importância do aleitamento materno para as crianças e para as mães dentro de uma dinâmica de troca de experiências.

Diario Corumbaense
"Hora do mamaço" foi realizada pela primeira vez em Corumbá

Com um ano e um mês, Francisco Sávio, nem se deu conta que a visita ao Jardim da Independência na tarde de sábado, 05 de agosto, foi por um motivo especial e que ele encara como um dos mais prazerosos da vida que recentemente começou. O pequeno estava acompanhado da mãe, Tainá Aparecida Dias Herrera, para a “Hora do Mamaço” que foi promovida em Corumbá por iniciativa da fisioterapeuta Fernanda Jazenko, que mora há alguns meses na cidade pantaneira.

O objetivo foi mostrar a importância do aleitamento materno para as crianças e para as mães dentro de uma dinâmica de troca de experiências. A roda de conversa trouxe à tona situações compartilhadas por muitas mulheres nessa fase da vida.

A mãe do Francisco Sávio, por exemplo, confessa que, aos 4 meses tentou introduzir outro tipo de leite na alimentação do pequeno, porém ele recusou e, hoje, ela agradece à atitude do filho. “Ainda bem que ele não quis porque vejo que é uma criança saudável, nunca teve doença alguma. Hoje, inseri alguns outros alimentos, mas leite ainda é exclusivamente materno”, comentou Tainá, que pretende amamentar o filho até os dois anos de idade.

E o que dizer da Simone Alves Carvalho? Com a pequena Luisa, de três anos, e o Joaquim, com 5 meses, ela não sabe o que é ficar sem amamentar. Nem mesmo durante a gravidez do caçula, ela privou a Luísa do ato que, na verdade, provou que não se importava tanto com o leite em si.

“Tem uma fase na gravidez que realmente a gente não produz o leite, mas ela fazia questão. Eu perguntava se estava saindo algo e ela dizia que não, porém que estava gostoso, ou seja, era esse contato, essa ligação, que ela buscava”, contou Simone que mantém a amamentação para os dois irmãos. “O cansaço não é pela amamentação em si, mas pela rotina de ter um bebê em casa. Amamentar é um momento único que ainda vou levar por algum tempo”, disse orgulhosa ao Diário Corumbaense.

Fernanda Jazenko, organizadora da "Hora do Mamaço", avaliou como positiva essa primeira ação e destacou que a atividade é importante dentro da sociedade. “Não importa quantos somos aqui hoje, mas o certo é que todos podemos fazer algo, juntas temos voz e não precisamos esperar que outros façam”, disse ao prever que novas ações dentro da temática devem ser realizadas.

 

 

É importante que a criança esteja livre para amamentar quando ela sentir necessidade, principalmente nos primeiros 30 dias

 

É recomendação da Sociedade Brasileira de Fisioterapia que as mães alimentem seus filhos somente com leite materno durante os seis primeiros meses de vida. Nesse período, o bebê não precisa de nenhum outro alimento, líquido ou complemento, pois o leite materno oferece tudo o que o bebê precisa.

O bebê que se alimenta exclusivamente do leite materno tem mais imunidade porque o leite possui anticorpos que propiciam imunidade para a criança contra doenças até que seu sistema imunológico esteja desenvolvido. Amamentar promove maior vínculo emocional entre mãe e bebê, o que favorece e fortalece o desenvolvimento da criança e o relacionamento dela com as outras pessoas.

Mês do aleitamento materno                     

No dia 22 de março deste ano, a proposta do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 24/2017, de transformar agosto no mês de aleitamento materno foi aprovada no Plenário do Senado. O texto é de autoria da deputada Dulce Miranda (PMDB-TO).

De acordo com o projeto, ao longo do mês de agosto deverão ser intensificadas ações de conscientização e esclarecimento sobre a importância do aleitamento materno, tais como: realização de palestras e eventos; divulgação de informações nas diversas mídias; reuniões com a comunidade; ações de divulgação em espaços públicos; iluminação ou decoração de espaços com a cor dourada.

O projeto aprovado pelo Senado estimula o aleitamento materno e ainda chama atenção para as dificuldades da mãe trabalhadora e para a ofensiva moralista e retrógada preconceituosa contra a amamentação em espaços coletivos, como propôs a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), relatora do projeto em plenário. A lei entra em vigor neste mês de agosto, de acordo com a Agência Senado.

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