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Fátima do Sul, 21 de Julho de 2017
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10 de Julho de 2017 10h53

Tucanos se reúnem em SP para definir desembarque do governo Temer

A reunião de 'emergência' começa depois da leitura do relatório do parecer sobre a denúncia de Temer na CCJ

em.com.br
O presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique, participa da reunião (foto: Juarez Rodrigues/EM )O presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique, participa da reunião (foto: Juarez Rodrigues/EM )

A cúpula do PSDB vai se reunir nesta segunda-feira (10) a partir das 19h30, no Palácio dos Bandeirantes, sede do executivo paulista, para definir se desembarca do governo do presidente Michel Temer (PMDB). O encontro, classificado como reunião de emergência e previsto para começar horas depois da leitura do parecer de Sérgio Zveiter, relator da denúncia contra o presidente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deverá reunir o presidente de honra da sigla, Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, Gerado Alckmin, o governador de Goiás, Marconi Perillo, o prefeito da Capital, João Doria, além de outras autoridades da sigla e parlamentares.
 

 


Neste domingo (9) chamou atenção a declaração de Alckmin, anfitrião da reunião desta segunda. O governador adiantou não ver motivo para o PSDB participar do governo depois da votação da reforma trabalhista, prevista para esta terça-feira, no Senado.

A iniciativa de convocar o encontro foi tomada em um momento de acirramento do racha entre os tucanos. O senador Tasso Jereissati (CE), presidente interino do partido, disse na semana passada que o País "beira a ingovernabilidade" e o senador Cássio Cunha Lima (PB) afirmou que a gestão Temer "pode estar diante do início do fim". Além disso, existe o temor que a impopularidade de Temer possa contaminar o PSDB nas eleições de 2018.

Na avaliação de Alckmin, os tucanos devem ajudar o Brasil, "mas sem precisar participar do governo". Questionado sobre se este é o momento certo para o PSDB sair da base aliada que dá sustentação ao governo Temer, Alckmin respondeu que por ele encerraria a aliança, mas ponderou que o partido tem responsabilidade com o País, ajudando na aprovação das reformas.

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