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Fátima do Sul, 22 de Agosto de 2017
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3 de Agosto de 2017 06h51

Tropa de choque da PM tenta evitar cofronto entre índios e fazendeiros

No domingo, um grupo de índios tentou invadir a fazenda Santa Maria, na margem da MS-280, na saída para Laguna Carapã

Campo Grande News
Policiais e homens da Força Nacional conversam com índios em frente à fazenda, na segunda-feiraPoliciais e homens da Força Nacional conversam com índios em frente à fazenda, na segunda-feira

Pelo menos 80 homens da tropa de choque da Polícia Militar seguiram ontem, 02, para o município de Caarapó, para evitar um novo confronto entre índios e produtores rurais nos arredores da aldeia Tey Kuê.

No domingo, um grupo de índios tentou invadir a fazenda Santa Maria, na margem da MS-280, na saída para Laguna Carapã, mas recuou após a chegada de homens da Força Nacional.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Caarapó, Antonio Maran, na segunda-feira houve novo princípio de confronto e os índios deram prazo de 48 horas para os funcionários deixarem a fazenda e prometeram que ao meio-dia desta quarta-feira ocupariam a propriedade.

“Funcionários da Funai estavam presentes, mas afirmaram que a decisão é dos índios e eles nada podiam fazer”, afirmou Maran. Desde junho do ano passado, quando houve confronto entre índios e fazendeiros com a morte de um agente de saúde indígena e seis feridos a tiros, 17 propriedades já foram invadidas em Caarapó.

Ao Campo Grande News, o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa, confirmou nesta quarta-feira que os homens da tropa de choque já estão em Caarapó e vão permanecer no local por tempo ainda indeterminado.

“Estão lá para evitar a prática de crimes. Tomamos a decisão de mandar a tropa de choque após informações repassadas pela Polícia Militar e pela Força Nacional sobre o quadro de tensão no local”, afirmou Barbosa.

Antonio Maran informou que apenas parte da fazenda Santa Maria, que tem pelo menos dois mil hectares, fica na área apontada pelo relatório Dourados Amambai Peguá I, que identificou 56 mil hectares naquela região como terra indígena a ser demarcada.

Publicado em maio do ano passado, o estudo inclui terras em Amambai, Caarapó e Laguna Carapã. Os proprietários rurais questionam o relatório e defendem a revogação do documento.

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