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26 de Setembro de 2013 07h25

Suspeitos de matar ex-delegado de Naviraí podem ter cortado braços e cabeça de amigo

Campo Grande News
Paulo Magalhães ex-delegado de Naviraí. (Foto: Divulgação)Paulo Magalhães ex-delegado de Naviraí. (Foto: Divulgação)

Os suspeitos de executar o ex-delegado aposentado de Naviraí, Paulo Araújo Magalhães, 57 anos, no dia 25 de junho, em Campo Grande, podem ter cometido outro crime brutal logo após o primeiro assassinato. Segundo a Polícia, existe a hipótese de que José Moreira Freires, 40 anos, vulgo Zezinho e Antônio Benitez Cristaldo, 37 anos, sejam os responsáveis pela morte de Rafael Leonardo dos Santos, 29 anos, também envolvido na execução do delegado. Ele foi encontrado sem a cabeça e os braços.

Por conta da suspeita, eles foram interrogados novamente e, segundo o advogado de Freires, Renê Siufi, ambos negaram a participação do crime. “Falo em nome do meu cliente, interrogado sobre o fato. Ele negou a todo o momento e acho que a Polícia tenta o caminho mais curto, pois não tem provas”, comenta o advogado.

Além da oitiva, a eles novamente foi oferecido à delação premiada, quando os suspeitos recebem benefícios, caso queiram colaborar com a investigação policial. O guarda municipal José Moreira e o seu comparsa estão nos 20 dias de prisão temporária, que pode ser convertida em preventiva. “Estou esperando encerrar o prazo para pedir o Habeas Corpus”, fala Siufi.

As investigações seguem sob Segredo de Justiça, porém até o momento os policiais sabem que a execução de Rafael, no qual teve braços e pernas arrancados, sendo o corpo ainda abandonado perto do lixão da Capital, ocorreu há aproximadamente cinco dias após a morte do delegado.

A Polícia ainda investiga as ligações dos envolvidos, com a quebra de sigilo telefônico. No dia 5 de setembro, José e Antônio foram identificados como pistoleiro e comparsa na fuga, sendo indiciados pelo homicídio qualificado por emboscada, uso de arma de fogo e motivo fútil.

Desde o início das investigações, de acordo com a Polícia, denúncias anônimas apontavam para o trio, porém a força tarefa de delegados ainda contou com a quebra de sigilo telefônico, bancário e a identificação da moto para chegar até os responsáveis pelo crime.

O assassinato de Rafael, com requintes de crueldade, teve o objetivo de dificultar a identificação. Além disso, a execução pode ter o objetivo de ser “queima de arquivo”, ou para “mandar um recado” para alguém, conforme disse a Polícia.

Nova fase

Com a prisão, a Polícia entra agora em uma 2ª fase da investigação, na intenção de descobrir a “possível recompensa dos envolvidos, bem como o que eles fizeram com o dinheiro ilícito e quem seria o mandante do crime.

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