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Fátima do Sul, 9 de Dezembro de 2016
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17 de Novembro de 2016 16h01

Polícia recupera quase 700 carros que seriam levados para a fronteira

Agência Brasil

De janeiro deste ano até o dia 8 de novembro, quase 700 veículos que seriam levados para a região de fronteira do Brasil com o Paraguai e a Bolívia foram recuperados pela polícia em Mato Grosso do Sul. O levantamento foi feito pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) a pedido do jornal O Estado. Os números também levam em conta as participações do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), policias Civil e Militar.

Mato Grosso do Sul tem 12 cidades que fazem fronteira com o Paraguai e com a Bolívia. As principais são Bela Vista, Coronel Sapucaia, Corumbá, Mundo Novo, Paranhos, Porto Murtinho e Ponta Porã.

Só com o Paraguai, o Brasil tem 1.339 km de fronteira, sendo o Mato Grosso do Sul responsável por 1.131 km. Com a Bolívia, são mais 386 km de fronteira seca.

De acordo com os dados da PRF, somente este ano, do dia 1° de janeiro ao dia 8 de novembro, nos 3.671 km de rodovias do Estado, 288 pessoas foram detidas por contrabando e descaminho, seis por crime contra a dignidade sexual, 44 por crimes ambientais, 34 por roubos e furtos de veículos, 414 por tráfico de entorpecentes, 206 por uso de documentos falsos, e 168 com mandado de prisão em aberto, um total de 2.182 pessoas presas.

Conforme o inspetor Kleryson Soares Loureiro, do departamento de comunicação da PRF, o Estado registra apreensões de veículos roubados principalmente na divisa com São Paulo, na BR-262. “Os policiais já têm essa percepção, a de identificar quando o carro é suspeito, bem como o comportamento do condutor. Por isso, trabalho necessário e que está ao nosso alcance é feito, direcionado em duas fronteiras, a internacional e a nacional”. Para Loureiro, roubo e furto de veículos estão diretamente relacionados ao transporte de entorpecente. “Muitos dos veículos que a gente recupera se não a grande maioria está carregando droga ou está indo para a fronteira, ou como moeda de troca na compra da droga ou para ser vendido mesmo, porque um carro na fronteira, que aqui custaria, R$ 50 mil, lá é vendido por R$ 5 mil, R$ 10 mil”, explica.

De acordo com o sargento Júlio Cesar Teles Arguelho, o DOF já apreendeu neste ano mais de 150 veículos produto de roubo ou furto ocorridos. Segundo ele, 85% dos casos acontecem fora do Estado. “Os policiais realizam mais de 500 abordagens a veículos por jornada de trabalho e notoriamente veículos como caminhonetes, até pelo seu maior valor agregado, têm boa parcela das apreensões, 35%”, afirmou.

Arguelho informou ainda que a dinâmica dos arrastadores de veículos se utilizam de batedores e adulteradores, que confeccionam placas frias ou clonadas e renumeram motores e chassis visando dificultar o trabalho na identificação dos veículos roubados ou furtados em outros estados.

Capital registra mais de 1,7 mil furtos e roubos de veículos

Do dia 1° de janeiro até 2 de novembro, 1.708 veículos foram furtados ou roubados em Campo Grande. No mesmo período de tempo em Mato Grosso do Sul, esse número saltou para 3.233 casos.

De acordo com o delegado adjunto da Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos), Gustavo Ferraris, os crimes podem estar ligados ao momento em que o país vive. “O Brasil está em crise, e algumas pessoas ao invés de trabalhar eles vão roubar, traficar. Sem dúvida alguma o número de crimes aumentou, essa instabilidade nos números apresentados pode sim estar relacionado ao fator crise”, informou.

Um dos fatores determinantes no aumento de roubos e furtos de veículos em Campo Grande e no Estado, é a proximidade da Capital com a região de fronteira, afirma o delegado. “Nas prisões que a gente realiza, identificamos três pontos mais acessados pelas quadrilhas, que são Corumbá, Bela Vista e Ponta Porã, essas cidades são as mais visadas como destino desses veículos pelos bandidos. Normalmente os carros roubados são levados para o Paraguai, mas muitos são levados para outros estados, como Mato Grosso, São Paulo, Brasília, para serem comercializados, usados para desmanche”, explicou.

Segundo Ferrais, de dez carros roubados, sete ou oito são levados com o objetivo de serem vendidos nos países fronteiriços. “O que chama a atenção são caminhonetes e utilitários, o número de roubos destes, é bem maior”, disse.

De acordo com a autoridade, a delegacia entregou no ano de 2015, 934 veículos dos 1639 que adentraram o pátio. Até julho deste ano, dos 620 veículos que ocupavam o pátio da Defurv, 573 foram entregues. Desse número, 228 foram encaminhados ao Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) e 58 ao Poder Judiciário.

Diante dos números apresentados, o delegado fez observações quanto a segurança da população. “A questão de segurança é muito particular, todavia, as pessoas têm que ter a consciência de que uma camionete é um chamariz, o bandido não quer levar um carro simples para o Paraguai, ele quer um veículo que enche os olhos. Não estou dizendo para as pessoas se privarem de ter o carro que elas trabalharam a vida toda para ter, mas quando chegarem em casa, principalmente à noite, devem observar na quadra de sua residência qualquer movimentação, tomar cuidado ao abrir o portão de casa, por que muitas vezes, o elemento só está esperando a pessoa chegar em casa para cometer o crime”.

Ferraris também pede que motoristas tomem algumas precauções. “Estacionar em locais apropriados, como os estacionamentos que oferece segurança, tentar estacionar em locais mais movimentados, caso sentir que está sendo vigiado, não pare em casa, procure a polícia, ligue para o 190, se possível vá até uma delegacia mais próxima, conversa com a polícia, porque muitas vezes o que a gente acha que pode ser uma paranoia pode desmantelar uma quadrilha, esclarecer muitos crimes. Porque a prevenção é o melhor caminho sempre”, finalizou.

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