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22 de Novembro de 2016 16h31

Polícia encontra roupas e procura ossadas de mais vítimas de exploração sexual

Ao menos 7 vítimas ainda estão desaparecidas

Correio do Estado

Foram retomadas, na manhã de hoje, busca por ossada na região onde pelo menos três pessoas foram encontradas enterradas, na semana passada, em chácaras atrás do Parque dos Poderes, em Campo Grande. A polícia encontrou roupas, que supostamente seriam das vítimas de possível esquema de exploração sexual e tráfico de drogas.

Conforme investigações, 10 pessoas teriam sumido desde 2012 na região. Até o momento três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no esquema de tráfico de drogas, exploração sexual de adolescentes e associação criminosa pela Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deiaj). Os integrantes são suspeitos de participarem de grupo que sumia com jovens para lucrar com o tráfico.

Durante a tarde, equipe de investigação trabalha no local para tentar localizar mais vítimas.

O CASO

A polícia começou a investigar o caso em setembro, quando Leandro Aparecido Nunes Ferreira, de 28 anos, considerado um dos líderes do grupo, morreu depois de ser ferido a tiros e se envolver em um acidente, no dia 6 de setembro, na BR-163, em Campo Grande.

Durante as apurações do caso, a polícia descobriu que um adolescente tinha matado Leandro porque o irmão desse menino estava desaparecido e era vítima do grupo liderado pelo criminoso. A partir daí, o adolescente colaborou com a polícia e deu detalhes sobre o esquema.

Conforme a delegada, Leandro e pelo menos mais sete pessoas, entre elas duas mulheres, aliciavam adolescentes que viviam nos bairros citados no início da reportagem para que eles fossem abusados sexualmente. As vítimas, conforme a delegada, eram vulneráveis e muitas delas viviam em situação de miséria.

Além de lucrar com os programas sexuais a que os adolescentes, meninos e meninas, eram submetidos, o grupo também ganhava com o aumento do tráfico de drogas na região.

Comerciantes e moradores dos bairros tinham conhecimento do esquema, segundo a polícia, mas temiam denunciar o caso. Casas e estabelecimentos comerciais, inclusive, eram usados pelos criminosos como ponto de encontro entre os abusadores e as vítimas.

Quando algum adolescente queria deixar o esquema ou se desentendia com cliente ou líder do grupo, os bandidos desapareciam com as vítimas. A suspeita da polícia é que os adolescentes eram assassinados.

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