Menu
PASSARELA
quinta, 21 de junho de 2018
SADER_FULL
Busca
DR. SHAPE
Corrupção Policial

Polícia Civil do RJ deflagra megaoperação para prender 96 PMs e 70 traficantes

Operação Calabar foi deflagrada nesta quinta-feira (29). Agentes foram para as ruas cumprir mandados em ação que é considerada a maior da história contra corrupção policial.

29 Jun 2017 - 07h39Por G 1

A Polícia Civil realiza uma megaoperação, iniciada na manhã desta quinta (29), para prender 96 policiais militares, 70 traficantes e outros criminosos suspeitos de integrarem um esquema de corrupção em São Gonçalo, Região Metropolitana do estado. Segundo informações da TV Globo, por volta das 7h30, os agentes já tinham cumprido 19 dos 184 mandados de prisão preventiva.

Quase uma centena de policiais - 96 ao todo - que já esteve, e alguns que ainda estão nas fileiras do efetivo do 7º BPM (São Gonçalo) é acusada pela polícia de fazer do esquema de recebimento de propina paga por traficantes que rendia, mais ou menos, R$ 1 milhão por mês aos militares.

 
PM preso na megaoperação esconde o rosto ao ser levado por outrols policiais (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)PM preso na megaoperação esconde o rosto ao ser levado por outrols policiais (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)

PM preso na megaoperação esconde o rosto ao ser levado por outrols policiais (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)

A operação para prender os envolvidos, batizada de Calabar, contou com 800 agentes e 110 delegados, que deixaram a Cidade da Polícia, no Jacarezinho, Zona Norte da cidade, às 5h. Por volta das 6h30, já havia policiais militares presos. A ação é, segundo a polícia, a maior da história relativa a casos de corrupção envolvendo PMs e traficantes.

Os policiais que forem presos irão responder por organização criminosa e corrupção passiva. Já os bandidos respondem por tráfico, organização criminosa e corrupção ativa. O nome Calabar é uma referência a Domingos Fernandes Calabar, considerado o maior traidor da história do país.

Operação Calabar é deflagrada para prender traficantes e cerca de 100 PMs (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)

Uma das conclusões do inquérito é que todas as semanas, de quinta-feira a domingo, as viaturas do batalhão circulavam por ruas de São Gonçalo exclusivamente para recolher o "arrêgo" que, no jargão, é a quantia paga por criminosos a policiais para não atrapalhar os negócios de bandidos. O valor cobrado pelos PMs variava entre R$ 1,5 mil e R$ 2,5 mil para cada equipe de policiais que estava de plantão.

Agentes que investigaram o esquema estimam que a venda de favores e cobrança de dinheiro a traficantes rendesse, pelo menos, R$ 350 mil por semana aos PMs, que estavam no Grupamento de Ações Táticas (GAT), Patrulha Tático Móvel (PATAMO), Serviço Reservado (P-2), do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) e Ocupação (uma espécie de "UPP" de São Gonçalo).

 
Policiais civis estão por ruas do estado para prender PMs e traficantes (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)Policiais civis estão por ruas do estado para prender PMs e traficantes (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)

Policiais civis estão por ruas do estado para prender PMs e traficantes (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)

Batalhão de São Gonçalo sofre "devassa" (Foto: Leslie Leitão/TV Globo)

PMs buscavam dinheiro em favelas

Para não levantar suspeita, os investigadores dizem que os PMs escolhiam pessoas "de confiança" para os serviços de "recolhe". Também segundo os agentes estas pessoas recebiam dinheiro e falavam diretamente com os traficantes.

No entanto, várias vezes, fontes na Polícia Civil informaaram que os próprios militares buscavam as quantias nas comunidades, fardados ou à paisana.

A propina, então, era distribuída em pelo menos sete bairros de São Gonçalo. O valor, de acordo com as informações, era pago pelos "atravessadores" em vários pontos: nas próprias DPOs, em padarias, viadutos ou até mesmo dentro do alojamento do batalhão.

Justamente por isso, nesta manhã, a Polícia Civil faz uma devassa no 7ºBPM (Alcântara), alvo de mandados de busca e apreensão. Lá serão presos pelo menos 12 policiais que vão estar de plantão. Outros oito já transferidos para o 12º BPM (Niterói) e serão presos na unidade.

Investigação teve início há mais de um ano

 

O trabalho de investigação, que também contou com o apoio do Gaeco do Ministério Público, foi iniciado a partir da morte de um policial reformado na Avenida do Contorno, em fevereiro de 2016.

Na ocasião, agentes da delegacia, que faziam um local de crime, desconfiaram de um veículo suspeito, que passou pelo viaduto diversas vezes. Após abordagem, foram apreendidos com o suspeito cerca de 28 mil reais em espécie, relativos ao pagamento de propina de traficantes a policiais do 7º BPM (São Gonçalo).

O suspeito aderiu à delação premiada (algo inédito no âmbito de segurança) e detalhou o esquema que envolvia centenas de policiais em mais de 50 comunidades do município. A principal testemunha foi incluída no sistema de proteção à vítima e testemunha.

Deixe seu Comentário

Leia Também

GLÓRIA DE DOURADOS - ACIDENTE
Acidente envolve caminhão e ciclista em Glória de Dourados
MANIACO SEXUAL
Policia prende homem flagrado pelado sobre menina de 7 anos em Dourados
DEODÁPOLIS NA LISTA - GOLPE
Estelionatário é preso por aplicar golpes em Deodápolis e mais três cidades de MS
ATENTADO
Preso em Rio Brilhante o casal acusado de atentado contra prefeito de Paranhos
CRIME ORGANIZADO
PRF apreende armamento pesado do PCC que seguia para o Nordeste
ASSALTO
Ladrões arrombam e levam cofre de agência dos Correios
TRAFICANTE
Acusado de tráfico é preso após desacatar policiais e cuspir em rosto de soldado da Força Tática
CONTRABANDO
PM de Ipezal apreende mais de cinco mil itens importados ilegalmente do Paraguai
ENCONTRADA
Nova Andradina - Jovem que havia desaparecido já está na companhia da família
Três Lagoas
Homem é preso acusado de sequestrar secretária para roubar caminhonete