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Fátima do Sul, 19 de Novembro de 2017
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19 de Agosto de 2017 08h48

PCC julga e executa mais um no ‘Tribunal do Crime’ e reforça caos na segurança em MS

Corpo de suposto estuprador foi encontrado na última terça-feira (15)

Midiamax
Imagem IlustrativaImagem Ilustrativa

Por mais bizarro que possa parecer, o mundo do crime também impõe regras aos seus seguidores. Uma facção criminosa, por exemplo, repudia certos crimes e entre os “castigos” aplicados, o mais severo é a morte. A Polícia Civil não confirma, mas André Ferreira de Souza, de 24 anos, encontrado morto por populares de Ribas do Rio Pardo, a 97 km de Campo Grande, na última terça-feira (15) pode ter sido “réu” no Tribunal do Crime, pelo estupro de uma idosa. A morte é mais uma da onda de crimes envolvendo integrantes de facções criminosas no Estado.

De acordo com Rafael Kenji Koshimizu, delegado do município, o suspeito do crime foi preso no mesmo dia do achado e teve o nome preservado para não atrapalhar as investigações. “Ele confessou que matou André por causa de uma ‘rixa’, mas negou qualquer envolvimento com facção criminosa ou que o crime tenha relação com o tribunal do crime”, explica o delegado.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, André tinha passagens por tráfico de drogas e era suspeito do estupro de uma idosa. Ele foi encontrado com diversos golpes de facas pelo corpo e, mesmo que o homicídio tenha sido praticado em um “júri” do PCC, a ação não deixa de evidenciar o caos na segurança pública de Mato Grosso do Sul.

Apesar de não confirmar o envolvimento do preso com facções criminosas, a Polícia Civil não descarta a participação de comparsas e investiga o caso.

Guerra entre facções

Um dia depois do achado em Ribas do Rio Pardo, o corpo de Fernando Nascimento dos Santos, de 22 anos, foi encontrado esquartejado, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande. A guerra entre facções em Campo Grande já era apontava como causa da morte do jovem, mas a suspeita foi reforçada depois da circulação de dois vídeos na internet.

 

Aparentemente, Fernando seria integrante de uma facção rival e foi executado pelo PCC em um acerto de contas. A ação revela o domínio das organizações criminosas e a guerra instalada em Mato Grosso do Sul.

No dia 13 de julho, um atentado que deixou um morto e um ferido assustou moradores do Jardim Los Angeles. Para a polícia, o sobrevivente do crime afirmou ter sido sequestrado por integrantes do PCC por ser de uma facção rival, o Comando Vermelho.

Ele afirmou que foi mantido em cativeiro, com outras pessoas, por pelo menos dois dias, até seus vigias receberem a ordem para matá-lo. Vizinhos ouviram vários tiros na manhã daquele dia e o rapaz, identificado como Kralberg da Silva foi acabou ferido por um dos disparos. Um segundo suspeito morreu no local, com um tiro na cabeça.

Na época Kralberg alegou que ele poderia ser um de seus ‘seguranças’, mas essa informação não foi confirmada pela polícia. O caso segue em investigação pela 5ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande

Dias depois, no dia 31 do mesmo mês, equipes da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios) prenderam 12 pessoas e apreenderam quatro adolescentes pela morte de Mauro Eder Araújo Pereira de 31 anos, conhecido como ‘Fininho’. O rapaz foi assassinado a tiros depois de ficar três semanas em cativeiro.

‘Fininho’ teria repassando informações do PCC para o Comando Vermelho, além de traficar com a facção rival e ter cometido dois homicídios sem permissão, por conta disso foi sequestrado. Sete locais foram usados para esconde-lo até que fosse feito seu julgamento em um tribunal do crime da facção. A execução foi filmada pelos assassinos.

Insegurança na Fronteira

O desaparecimento de dois irmãos depois de uma abordagem policial em Ponta Porã, a 346 km de Campo Grande, no último sábado (12), revoltou a população, mas não surpreendeu o governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Em agenda pública nesta quinta-feira (17), Reinaldo falou sobre a precariedade da segurança na fronteira. De acordo com o governador, sumiços na fronteira do Brasil com o Paraguai viraram situações comuns. “Todo dia nós temos, principalmente na zona de fronteira”.

Em relação à abordagem de policiais do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) que ocorreu antes do sumiço, Reinaldo disse ser algo que necessita apuração. “Estamos acompanhando o caso”, completou.

Os irmãos são moradores de Ponta Porã e desapareceram no último sábado (12). O veículo, um VW Golf foi encontrado abandonado no mesmo dia na cidade. Segundo a família, a abordagem ocorreu no mesmo dia.

Imagens mostram a abordagem policial aos irmãos, que circulam em redes sociais. Em uma das imagens, um dos jovens entra no banco traseiro do carro, e neste momento um policial entra pela porta do motorista, e outro policial pela porta do passageiro do veículo.

Já ao fundo aparecer o outro rapaz entrando na viatura da polícia. Rodney, que entrou na viatura policial tem passagens pela polícia por tráfico de drogas.

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