Menu
SADER_FULL
RIO_DOURADOS
Busca
SUCURI_MEGA
Fronteira em guerra

Paraguai decide hoje se traficante preso em MS vai a júri por matar jornalista

Vai a júri popular pelo assassinato do jornalista

1 Mar 2017 - 09h58Por Dourados News

O juiz paraguaio Carlos Martínez decide hoje (1º) se o traficante Vilmar Acosta Marques, o Neneco, vai a júri popular pelo assassinato do jornalista Pablo Medina e da acompanhante dele, Antonia Almada. As mortes ocorreram no dia 15 de outubro de 2014 em Villa Ygatimí, departamento de Canindeyú, na fronteira com Mato Grosso do Sul.

Neneco foi preso em março de 2015 no município de Juti (MS) e levado para Campo Grande, onde ficou na Superintendência da Polícia Federal até novembro daquele ano, quando foi deportado para o Paraguai.

Ele tentou evitar a deportação e recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) alegando que tem nasceu no Brasil. Entretanto, a Corte máxima do país reconheceu que Neneco usava um registro de nascimento falso.

A audiência preliminar começou na quinta-feira (23), mas foi suspensa após uma estratégia do advogado de defesa.

Neneco é acusado de mandar matar Pablo Medina por causa das reportagens investigativas que o jornalista fazia contra o criminoso, que na época era prefeito de Ypehjú, cidade paraguaia vizinha de Paranhos (MS).

Segundo o jornal ABC Color, um dos pistoleiros teria sido Wilson Acosta Marques, irmão de Neneco, que está foragido. O motorista de Neneco, Arnaldo Cabrera, já foi condenado a cinco anos de prisão por participação no duplo homicídio.

Outro acusado é Flávio Acosta Riveros, sobrinho de Neneco e que estaria preso em território brasileiro e sua extradição é solicitada pela Justiça do Paraguai.

Em silêncio – Nas três audiências em que participou depois que foi extraditado para o Paraguai, inclusive na ocorrida quinta-feira, Neneco manteve o silêncio sobre a morte de Pablo Medina e Antonia Almada.

A única vez que falou sobre a morte foi em agosto de 2015, dois meses antes de ser levado de Mato Grosso do Sul para o Paraguai. Negou ter ordenado os crimes e disse que só ficou sabendo das mortes depois do ocorrido.

O motorista dele, Arnaldo Cabrera, disse à Justiça paraguaia que Neneco usou o celular do funcionário para monitorar o atentado contra Medina.

Para o Ministério Público do Paraguai, está comprovado que Neneco instigou o assassinato do jornalista e de Antonia, que foi morta apenas por estar junto com Medina no momento do ataque.

Deixe seu Comentário

Leia Também

IRREGULARIDADES
MPF cobra R$ 22 milhões de Puccinelli e dois ex-secretários por falta de investimentos na saúde
Fatalidade
Trabalhador morre eletrocutado em propriedade rural
Tragedia
190km/h: Motorista e passageiro morrem em grave acidente
Macabro
Até ser descoberto, homem pedia marmita para o pai morto
Perdeu o controle da direção
Caminhão bitrem carregado com 38 toneladas de soja tomba na MS-480
Agressão
Ex-marido toma celular, quebra o chip e agride a ex-mulher em Deodápolis
Lei Islamica
Casais apaixonados e prostitutas são punidos com chicotadas em público
DEODÁPOLIS - CASO DE POLÍCIA
DEODÁPOLIS: DOF faz grande apreensão de armas e munições contrabandeadas do Paraguai
Assalto a ônibus
Tiroteio durante assalto dentro de ônibus deixa três mortos e quatro feridos
GLÓRIA DE DOURADOS - Perseguição
Policiais prende homem por porte de munições após fuga em Glória de Dourados