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Mulher sobrevive a tentativa de feminicídio, mas fica tetraplégica

Neia encontra-se em estado grave no Hospital Universitário (HU). Recebeu alta, mas cinco dias depois teve que retornar, com infecção.

22 Mai 2019 - 12h28Por Tem Londrina - UOL
 

                             Na madrugada de 8 de abril, a auxiliar de cozinha Cidneia Aparecida, de 33 anos, foi encontrada com marcas de espancamento, agonizando, na Rua Angelina Ricci Vezozzo, na região zona norte de Londrina. Descobriu-se mais tarde que seu algoz foi o companheiro, que já está preso. Ele é pai de um de seus quatro filhos, e a vítima estava tentando a separação.

Neia encontra-se em estado grave no Hospital Universitário (HU). Recebeu alta, mas cinco dias depois teve que retornar, com infecção. Ela está tetraplégica, e se comunica pelas expressões de olhar e faciais. Às vezes sorri, e chora também. Em outros momentos, parece estar desligada. Sua alimentação é feita por sonda.
Toda a família tornou-se vítima do crime: o filho mais velho, de 17 anos, está recluso em casa, praticamente sem comunicação com as tias. Neia tem três irmãs. A outra filha adolescente da vítima, de 12 anos, mora com uma das tias, e tem manifestado sintomas de transtornos emocionais como dificuldade para dormir e medo. Ela chora muito. As mais novas, de 6 e 4 anos, estão com a avó paterna de uma delas. A outra é filha do agressor.
Quem conta o sofrimento de toda uma família de sobrevivente de um feminicídio é uma das irmãs de Cidneia, a socióloga Silvana Mariano. Ela está à frente de uma campanha financeira para ajudar nos cuidados da Neia.
O relacionamento entre Neia e o ex-companheiro, identificado como Emerson Henrique de Souza, de 28 anos, era conturbado, com idas e vindas e agressões. Numa das reconciliações, nasceu a terceira filha, de 6 anos. Emerson está preso e responde ainda por um homicídio ocorrido em 2012. O Ministério Público do Paraná deve oferecer denuncia por lesão corporal, ameaça e tentativa de feminicídio.
A irmã da vítima faz uma análise sociológica: “Vale uma reflexão sobre o que leva as mulheres a persistirem neste tipo de relacionamento, mas compreender também como a sociedade produz este tipo de homem. Vejo pessoas se colocarem no papel do agressor, mas não no da vítima. Em algum momento, alguém me perguntou se o homem estava bêbado. Isso não vem ao caso. O que acaba com a mulher é o machismo, não o álcool” – diz Neia.

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