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Fátima do Sul, 23 de Agosto de 2017
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24 de Maio de 2017 15h58

Homicídio doloso: laudo confirma que mangueira foi introduzida em Wesner

Inquérito foi concluído 3 meses após o crime

Mídia Max

Parecer médico solicitado pela Depca (Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente) comprovou introdução da mangueira do compressor de ar no adolescente Wesner Moreira da Silva, morto aos 17 anos após sofrer agressões no local de trabalho. De acordo com o delegado Paulo Sérgio Lauretto, que acompanha o caso, Tiago Demarco Sena, de 20 anos, e Willian Larrea, de 31 anos, responsáveis pelo crime, serão indiciados por homicídio doloso.

“A perícia não tinha sido conclusiva, mas o parecer médico evidenciou que houve penetração e que a lesão não poderia ter sido causada por cima da roupa, diferente do que disseram os agressores”, explica.

Segundo o delegado, as investigações já foram concluídas e o inquérito será encaminhado na semana que vem para o Poder Judiciário. Ao todo foram ouvidas 12 pessoas em uma investigação que teve a duração de três meses.

O resultado do parecer médico anexado ao inquérito contraria versão dos agressores e da própria vítima, de que a mangueira do compressor de ar estaria por cima da roupa no momento em que a lesão foi provocada, porém na análise do delegado, Wesner teria omitido a informação porque estava constrangido.

“É muito provável que ele tenha tentado ocultar os fatos por causa da exposição da intimidade. Além disso, os questionamentos foram tomados em um lugar que não era apropriado, ele estava em uma enfermaria com diversas pessoas por perto, não havia privacidade”, explica.

Entramos em contato com o advogado Francisco Guedes, que faz a defesa de Tiago e Willian. De acordo com ele a decisão de indiciar os agressores por homicídio doloso foi “exagerada”. Sem fazer muitos comentários sobre o caso, o advogado disse que vai aguardar ter acesso aos documentos do inquérito para traçar a defesa dos clientes. “Preciso me inteirar sobre o assunto, mas o que posso afirmar é que tenho convicção de que esse homicídio não foi doloso”, afirmou.

Já para o delegado Lauretto, Willian e Tiago retiraram as possibilidades de a vítima se defender e assumiram o risco de matar. “Apesar de o menino ter 17 anos, ele era uma pessoa frágil e eles eliminaram todas as possibilidades de reação. Foi um ato que por mais que digam que foi uma brincadeira foi uma imbecilidade motivada por uma coisa sem nexo”, conclui.

Relembre o caso

Wesner deu entrada na Santa Casa de Campo Grande no dia 3 de fevereiro em estado grave, precisou passar por uma cirurgia e retirou 20 centímetros do intestino. Depois disso, chegou a apresentar melhora no quadro de saúde, mas voltou a ter hemorragia e foi levado para a CTI (Centro de Tratamento Intensivo) novamente. No dia 14 de fevereiro ele não resistiu e morreu.

Logo após sua morte, a polícia pediu a prisão preventiva dos dois envolvidos, o que foi negado pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal de Júri de Campo Grande. Ele alegou que o delegado Paulo Sérgio Lauretto não trouxe “fundamentação quanto à concreta necessidade da prisão preventiva dos envolvidos”.

No dia 3 de março, com faixas e cartazes pedindo justiça, cerca de 30 pessoas entre familiares e amigos de Wesner protestaram em frente ao Fórum de Campo Grande. Eles reivindicam agilidade no processo judicial.

Os manifestantes permaneceram por aproximadamente 1 hora em frente ao Fórom e se dirigiram para o cruzamento da Rua Barão do Rio Branco com a 25 de Dezembro, onde paralisaram o trânsito.

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