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Fátima do Sul, 28 de Julho de 2017
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8 de Março de 2017 08h20

Grupo que controla JBS e Eldorado pagou R$ 190 mi por silêncio de testemunha

Na segunda fase da operação, mandados são cumpridos em MS e SP

Correio do Estado
Eldorado Brasil tem sede em Três Lagoas - DivulgaçãoEldorado Brasil tem sede em Três Lagoas - Divulgação

Mato Grosso do Sul e São Paulo são alvos da segunda fase da Operação Greenfield, deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Federal. A ação investiga fraude em fundos de pensão com envolvimento de donos do Grupo J&F, que controla empresas como a Eldorado Brasil, com sede em Três Lagoas, e o frigorífico JBS, com unidades também no Estado.

Nesta nova fase da operação, são cumpridos sete mandados judiciais, cinco deles em São Paulo e outros dois em Mato Grosso do Sul. O nome dos alvos e os locais onde estão sendo cumpridos os mandados não foram revelados pela Polícia Federal.

Conforme a apuração, as pessoas que serão detidas ou terão residência ou local de trabalho alvo de buscas são investigadas por integrar esquema que induzia testemunhas a ocultar provas que poderiam auxiliar na investigação da PF.

Em um dos casos, uma das testemunhas, um empresário, teria recebido R$ 190 milhões para ocultar provas. O valor teria sido pago por um dos sócios das empresas controladas pelo grupo J&F e mascarado por meio de um contrato, firmado com outro sócio.

A Polícia Federal investiga que essa “compra de silêncio” acontecia através de contratos de fornecimento de massa florestal de eucalipto para produção de celulose.

Todos os mandados cumpridos hoje foram expedidos pelo juiz Vallisney de Souza, da 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal. Mais detalhes sobre a operação não serão revelados em razão de sigilo judicial.

A OPERAÇÃO

Em setembro do ano passado, na primeira fase da operação, houve cumprimento de mandados em oito estados mais o Distrito Federal. Foram expedidos 106 mandados de busca e apreensão, 34 de condução coercitiva e sete de prisão temporária.

Os alvos eram Funcef (fundo de pensão de funcionários da Caixa Federal), Petros (trabalhadores da Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios), além da sede da Eldorado Brasil –empresa do grupo J&F. Os Funcef e Petros estão entre os controladores da Eldorado Celulose.

Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da J&F, grupo que é proprietário de uma das maiores empresas de processamento de proteína animal da mundo, a JBS, foram alvos de busca e apreensão e condução coercitiva. Wesley depôs, mas Joesley não foi levado à PF porque estava fora do país. O empresário Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, também foi levado para depor nesta operação. Ele também foi preso novamente pela Operação Lava Jato por tentativa de obstruir os trabalhos da CPI da Petrobras, mas sem relação com a Greenfield.

Segundo a investigação, a ação é baseada em análise de déficits bilionários dos fundos de pensão. Ainda de acordo com a PF, em 8 de 10 casos analisados foram realizados investimentos de forma temerária ou fraudulenta pelos fundos de pensão, por meio dos FIPs (Fundos de Investimentos em Participações).

A Justiça bloqueou bens e ativos de pessoas físicas e jurídicas investigadas no valor de aproximadamente R$ 8 bilhões. Os investigados podem responder por gestão temerária ou fraudulenta, além de outros crimes contra o sistema financeiro.

O nome da operação, Greenfield, remete a investimentos que envolvem projetos incipientes, ainda no papel, como se diz no jargão dos negócios.

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