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Fátima do Sul, 23 de Setembro de 2017
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1 de Julho de 2017 13h08

Ex-médico Rober Abdelmassih volta para a penitenciária de Tremembé (SP)

Nesta sexta-feira (30), o desembargador José Raul Gavião de Almeida, do Tribunal de Justiça de São Paulo, suspendeu em decisão liminar a prisão domiciliar do ex-médico, de 74 anos, atendendo a um pedido do Ministério Público, que havia recorrido da prisão

Jornal do Brasil

O ex-médico Rober Abdelmassih chegou à penitenciária Doutor José Augusto Salgado, em Tremembé (SP), no início da tarde deste sábado (1º). Abdelmassih passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) da capital e chegou ao presídio em uma viatura da polícia.

Nesta sexta-feira (30), o desembargador José Raul Gavião de Almeida, do Tribunal de Justiça de São Paulo, suspendeu em decisão liminar a prisão domiciliar do ex-médico, de 74 anos, atendendo a um pedido do Ministério Público, que havia recorrido da prisão domiciliar.

Em seu despacho, o desembargador destacou que, apesar de ser atestado que o ex-médico "é portador de doença coronariana grave com recomendação de tratamento clínico”, isso não o impede de voltar à prisão porque o sistema prisional conta com hospital. Segundo o magistrado, “há notícias de que médicos internados no presídio relataram que Roger Abdelmassih deixou propositadamente, de medicar-se, a tornar duvidosa a criação de situação ensejadora de seu afastamento do cárcere”.

O ex-médico vinha cumprindo pena no Presídio de Tremembé, em São Paulo, desde 2014, quando voltou ao Brasil após ser capturado no Paraguai, para onde havia fugido. Em 2010, ele foi condenado a 278 anos de prisão pelos estupros das pacientes, ocorridos entre 1995 e 2008. Abdelmassih teve o registro profissional cassado em agosto de 2009. Pouco antes de fugir do Brasil, em 2011, gozava de habeas corpus concedido pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Sua pena foi reduzida a 181 anos em 2014.
No último dia 21, a Justiça de Taubaté concedeu prisão domiciliar a Abdelmassih devido a problemas de saúde. Ele foi condenado a 278 anos de prisão por estuprar pacientes da sua clínica de reprodução humana. A juíza da Vara de Execuções, Sueli Armani, no entanto, indeferiu o pedido de indulto humanitário feito pela defesa.

“Está evidenciado nos autos que o sentenciado em questão conta com 74 anos de idade, apresenta atualmente quadro de saúde bastante debilitada, necessita de cuidados ininterruptos, medicação constante e em horários diversificados, alimentação especial, vigilância contínua tanto da área médica como de enfermagem, exames frequentes e específicos, além disso vem sendo submetido a sucessivas e constantes internações hospitalares, o que se estende até o presente momento”, justificou a juíza.

Ela acrescentou que a administração penitenciária “não reúne atualmente condições estruturais para suprir as carências atinentes ao quadro, tanto a nível de unidade prisional, quanto do Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário”.

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