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Estelionatário de MS é suspeito de golpes no Paraná e diz que está rico

24 Set 2013 - 14h34Por Campo Grande News

Três meses depois de a Polícia indiciar Valfrido Gonzalez Filho, 34 anos, por aplicar novos golpes de dentro da cadeia, em Campo Grande, o estelionatário também é suspeito de fazer vítimas no Paraná. Com “talento nato” para imitações, ele se passa por médico e pede dinheiro a parentes de doentes, bem como pastor ou padre para arrecadar valores de instituições. Questionado, o autor nega os crimes, mas diz que “já está rico”.

Nesta terça-feira (24), mesmo recluso, ele foi levado para a 1ª Delegacia de Polícia, que conduz o inquérito policial. Dias antes, de acordo com o delegado Wellington de Oliveira, a unidade recebeu um ofício da Polícia Civil da Curitiba, informando que ele aplicou golpes em cinco pessoas naquele local. O valor do prejuízo não foi informado.

Ao Campo Grande News, Valfrido disse que não tem acesso a telefones celulares na cadeia. “Estou casado e tranquilo. Agora estou rico”, diz o “estelionatário dos médicos”, como o autor ficou conhecido.

Em seu último golpe, durante as madrugadas no Presídio de Segurança Máxima, ele fez mais seis vítimas, sendo que uma delas pagou ao bandido, em quatro parcelas, R$ 16 mil. A justificativa do crime é porque ele precisava “levantar dinheiro” para pagar uma dívida de R$ 6 mil.

Diversas facetas - Médico, no qual ele fazia o antigo interventor da Santa Casa, Issam Moissa, supervisor de hospitais, médico, desembargador, delegado, advogado, vereador, pastor e até padre, como o bispo emérito de Campo Grande, Dom Vitório Pavanello.

“Secretário de hospital é puxa-saco de médico. E o povo também gosta muito de médico e pastor. Esse dias inclusive até já rezei por uma senhora de madrugada. Ela me repassou o endereço da sua casa, telefone e quando disse que ia fazer uma oração, ela até confessou os pecados para mim. Após isso, disse ainda que iria voltar e fazer um trabalho na casa dela”, disse na ocasião o estelionatário.

Valfrido, que já está preso, pode aumentar a pena e responder por mais crimes de estelionato. A pena varia de um a quatro anos de reclusão.

 
Suspeito nega crime e disse que está casado e tranquilo. Foto: Marcos ErmínioSuspeito nega crime e disse que está "casado e tranquilo". Foto: Marcos Ermínio

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