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PERSEGUIÇÃO E MORTE

Câmeras flagram tiroteio que deixou jornalista morto após abordagem

O homem teria fugido da abordagem e, após bater contra um carro, foi baleado pela equipe da polícia e morreu no local.

15 Mai 2019 - 10h31Por Massa News

Imagens de câmeras de segurança registraram o tiroteio que acabou na morte do publicitário e jornalista Andrei Gustavo Orsini Francisquini, na madrugada do último domingo (12), após uma perseguição da Polícia Militar (PM) na Praça da Espanha, em Curitiba. O homem teria fugido da abordagem e, após bater contra um carro, foi baleado pela equipe da polícia e morreu no local.

Saiba mais: Nova perícia deve esclarecer morte de jornalista em tiroteio com a PM

Em nota, a PM informou que a equipe realizava um patrulhamento pela Avenida Vicente Machado quando flagrou Andrei, de 35 anos, manuseando uma arma de fogo dentro de um veículo Chevrolet Corsa, de cor branca. “O motorista não acatou a ordem de abordagem, e arrancou com o veículo de maneira brusca. A equipe policial iniciou, então, um acompanhamento tático. Na fuga o carro colidiu com um veículo Voyage e continuou fugindo”, disse a corporação.

De acordo com a nota, Andrei parou o veículo na Rua Fernando Simas e, novamente, não acatou a voz de abordagem e quase atropelou os policiais. “A equipe policial atirou no pneu do carro na tentativa de pará-lo, mas ele continuou avançando contra os policiais, que atiraram novamente. A equipe, então, se aproximou e verificou que o homem estava ferido. O Siate foi acionado para socorrê-lo, mas quando chegou constatou o óbito”, completou. Uma pistola calibre 9mm, que estaria no colo do homem, foi apreendida.

Vídeo

Nas imagens é possível ver o momento em que o Corsa que o jornalista dirigia vira à esquerda na Praça da Espanha e, em seguida, acessa uma rua à direita, acompanhado por uma equipe policial. Diversas viaturas aparecem na imagem e, após algum tempo, frequentadores do local saem correndo.

Leia também: Advogados questionam abordagem da PM que acabou em morte de jornalista

Para a defesa do jornalista, é “estranho” a polícia ter visto Andrei mexendo em uma arma, já que estava de noite e o carro tinha insulfilm. Além disso, de acordo com familiares, o homem detestava armas e não tinha uma pistola. “Meu filho odiava arma de fogo, nunca teve arma de fogo. Olha, sinceramente, se ele passou a usar é uma surpresa para mim. Essa versão da polícia inclusive é uma constância acontecer, todo o tipo de suposto enfrentamento aparece um revólver”, disse Benedito Francisquini, diretor do jornal Tribuna do Vale e pai de Andrei.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

 

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