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Fátima do Sul, 28 de Julho de 2017
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20 de Fevereiro de 2017 15h45

Acusado pelo assassinato de advogado tem prisão preventiva decretada

“Não se bate na cara de homem, fala para mim que eu sou moleque de novo”.

Mídia Max

“Não se bate na cara de homem, fala para mim que eu sou moleque de novo”. Essa frase, segundo o inquérito policial instaurado para investigar o assassinato do advogado Valmir Leite Júnior, foi dita por Juliander de Oliveira Alcântara enquanto esfaqueava a vítima. Nesta tarde, o acusado teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Caio Márcio de Britto, da 3ª Vara Criminal de Dourados, município distante 228 quilômetros de Campo Grande onde o crime ocorreu na quinta-feira (16).

Em audiência na tarde desta segunda-feira (20), o magistrado acatou o pedido feito pelo MPE-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) para converter a prisão em flagrante por preventiva, “para garantia da ordem pública, conveniência da instrução e aplicação da lei penal”. O suspeito foi ouvido sem utilização de algemas e sem a presença de policiais, conforme o termo de assentada ao qual a reportagem teve acesso.

“Sobre os fatos relatou Juliander de Oliveira Alcântara: ‘Que a vítima parou o carro e foi urinar primeiro, e o interrogando, se aproveitando da situação, aproximou-se da vítima e desferiu uma facada em seu abdômen, momento em que a vítima caiu e o interrogando segurou o colarinho da camisa da vítima e desferiu as outras facadas, dizendo para a vítima 'NÃO SE BATE NA CARA DE HOMEM, FALA PARA MIM QUE EU SOU MOLEQUE DE NOVO'”, consta no documento.

Ainda segundo o relatado na audiência, o crime “ocorreu por volta das 23h00min” e o suspeito “não se recorda de quantas facadas desferiu na vítima, mas afirma ter sido várias; (...) Que, enrolou a vítima num pano que estava dentro do carro e com muita dificuldade o interrogando colocou a vítima no porta-malas do carro, jogou a gasolina na vítima e em seu veículo, riscou o fósforo e evadiu-se a pé do local até a casa de sua genitora (...)”.

Para o magistrado, “o indiciado, provavelmente, desferiu vários golpes de arma branca e ateou fogo em Valmir Leite Júnior, supostamente porque a vítima deu um tapa no seu rosto, isto em hipótese, fatos a demonstrarem a gravidade do delito e provável periculosidade concreta do réu”.

Também foi mencionado no despacho que justifica a prisão preventiva o fato de Juliander de Oliveira Alcântara possuir “várias passagens policiais por ameaça, lesão corporal, furto e tráfico de drogas, condenação por tentativa de homicídio qualificado e vias de fato, sem olvidar que estava evadido do sistema prisional quando praticou o delito, consoante guia de execução n.º 4801-21.2015”. “Logo, tudo indica que solto voltará a delinquir, em clara ameaça à sociedade”, ponderou o juiz.

“O suspeito não demonstrou endereço certo e atividade lícita, assim, nada indica que permanecerá no distrito da culpa. Por fim, as medidas cautelares não são suficientes, pois simples comparecimento em juízo e não se aproximar das testemunhas sem efetiva fiscalização policial e pela audácia do réu na prática do delito, restariam inócuas”, acrescentou o magistrado. 

Esse crime do qual Juliander é acusado começou a ser desvendado às 6h30 da quinta-feira passada, quando uma equipe da PM (Polícia Militar) encontrou o Ford Fusion de Valmir Leite Júnior em chamas no bairro Estrela Verá, periferia de Dourados. No porta-malas havia um corpo carbonizado. Embora o exame de DNA para comprovar a identidade da vítima só deva ter resultado em 30 dias, a família do advogado conseguiu a liberação para sepultar os restos mortais do jovem, já que o suspeito do crime confessou ao ser preso na sexta-feira (17).

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