Fátima do Sul, 22 de Maio de 2013
22 de Junho de 2012 - 06:02

Valdivia brilha, e Palmeiras avança à final da Copa do Brasil

Folha

Valdivia mostrou que o sequestro-relâmpago do qual ele e a mulher foram vítimas há duas semanas está superado. O meia saiu do banco de reservas para dar a classificação ao Palmeiras, que espantou o azar e depois de quatro anos volta a disputar uma final. Com o 1 a 1 desta quinta-feira, somado aos 2 a 0 da última semana, o time eliminou o Grêmio.

O confronto desta noite lembrou os épicos duelos da década de 90, com direito a três expulsões e agora vai enfrentar na decisão da Copa do Brasil o Coritiba. É a chance de a equipe paulista se vingar da vexatória eliminação diante dos paranaenses na temporada passada, quando o Palmeiras foi a Curitiba e saiu com um sonoro 6 a 0. As partidas da decisão serão disputadas nos dia 4 e 11 de julho.

Valdívia comemora vitória do jogo na Arena Barueri pela segunda partida das semifinais da Copa do Brasil

Os dois times entraram em campo carregando o peso dos anos recentes, em que ficaram no ostracismo e vendo os maiores rivais triunfarem. O último título nacional do Palmeiras foi a extinta Copa dos Campeões, no longínquo ano 2000. O Grêmio não fica muito atrás, ganhou a Copa do Brasil em 2001 e só. Depois disso as duas equipes levantaram apenas Estaduais e a pouco prestigiada taça da segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

Luiz Felipe Scolari tinha problemas. Luan, que se machucou contra o Vasco, estava fora. Marcos Assunção, com dores no joelho, foi poupado. Scolari manteve o zagueiro Henrique fazendo a função de primeiro volante e colocou Mazinho e Márcio Araújo nas vagas dos lesionados. Artur ficou com a posição de titular na lateral direita. Valdivia, que voltava de suspensão, ficou no banco. Basicamente o mesmo time que há uma semana travou o Grêmio no Olímpico e conseguiu os 2 a 0.

Vanderlei Luxemburgo apostava alto na sua dupla de ataque formada por Kleber e Marcelo Moreno.

Mesmo confortável com a vantagem adquirida na primeira partida, foi do Palmeiras a primeira chance de gol, logo aos 2min. Mazinho foi à linha de fundo e cruzou na medida para Daniel Carvalho, mas o meia chegou atrasado.

O Grêmio tentou pressionar, mas da mesma maneira como fez na primeira partida, abusava das bolas altas na área palmeirense.

E quem quase usou essa artimanha para abrir o marcador foi o time paulista, mas Victor, com o pé esquerdo fez ótima defesa e impediu o tento de Maurício Ramos.

O jogo era muito pegado. Como acontecia nos confrontos entre as equipes nos anos 90, a confusão se instalou no gramado depois que Barcos e Edílson se estranharam. Mas ficou por isso mesmo.

Na parte final do primeiro tempo o Grêmio apertou o ritmo. Chegou através dos chutes de fora da área de Marco Antônio, mas Bruno defendeu. Em sua melhor chance, o time viu Kleber ser travado por Artur dentro da área na hora que o atacante já tinha armado o chute.

Luxemburgo tirou o volante Souza e o meia Marco Antônio e colocou o meia ofensivo Rondinelly e o atacante André Lima na tentativa de deixar sua equipe mais ofensiva na busca pelos dois gols que precisava para levar a decisão para as penalidades.

Scolari tirou Daniel Carvalho e colocou Valdivia. Com poucos minutos em campo, mais confusão em campo, agora com o chileno. O volante gremista Fernando agrediu Valdivia com uma joelhada na coxa, mas o árbitro não viu.

O jogo agora era mais brigado ainda, com a chuva apertando. O Palmeiras recuou muito cedo. E o castigo não tardou. Aos 21min, Fernando aproveitou rebote de Bruno em cobrança de falta e abriu o placar para os gaúchos.

O jogo ganhou em emoção, mas o estado do gramado atrapalhava muito a criação das jogadas ofensivas, a bola prendia muito, a partida não fluía.

No único momento de lucidez do Palmeiras na segunda etapa, Valdivia empatou. Contra-ataque do Palmeiras. Mazinho avançou pela esquerda e rolou para trás. Valdivia, de primeiro mandou no contrapé de Victor e marcou. Na comemoração o chileno tirou a camisa, saiu loucamente e abraçou Felipão efusivamente.

Mas o espetáculo do camisa 10 estava longe de acabar. No meio de campo, ele começou a fazer embaixadas e levou os gremistas à loucura. Na sequência do lance, Barcos estava perto de invadir a área quando foi derrubado por Rondinelly, que foi prontamente expulso. Mais uma confusão e o lateral direito gremista Edílson acertou um soco no rosto de Henrique e também recebeu o vermelho. Henrique, por ter chegado muito forte na hora de cobrar Rondinelly, também foi expulso.

Na cobrança da falta que originou toda a celeuma, Valdivia mandou na trave. Mas não precisava, a classificação estava garantida. Era só deixar o tempo passar e festejar.