O desemprego brasileiro caiu para 6% em abril, ante 6,2% em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. O resultado do mês passado é o melhor para abril desde 2002, quando iniciou a série histórica.
Pesquisa mostrou que, pela mediana das previsões de 17 analistas consultados, a taxa seria de 6,2% no mês passado. As estimativas variaram de 6% a 6,4%.
Apesar da melhora no nível de emprego, o rendimento médio da população ocupada caiu 1,2% no mês passado ante março, mas subiu 6,2% sobre abril de 2011, atingindo R$ 1.719,50. O IBGE informou ainda que a população ocupada cresceu 0,3% em abril na comparação com março e 1,8% ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 22,709 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas avaliadas.
Já a população desocupada chegou a 1,462 milhão de pessoas, queda de 2,5% ante março, e queda de 4,9% sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho.
O fortalecimento da renda e do emprego tem sido uma das principais armas do governo para evitar uma desaceleração ainda maior da economia brasileira. Isso porque, não se cansam de afirmar os membros da equipe econômica da presidente Dilma Rousseff, a demanda interna aquecida é importante neste momento de crise internacional.
O governo já reconheceu que a economia brasileira não começou bem este ano. Dados do próprio Banco Central mostraram que o Brasil entrou 2012 desacelerando, prejudicado principalmente pela dificuldade da indústria em lidar com a fraca demanda global.
De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), o primeiro trimestre deste ano registrou alta de 0,15% quando comparado com o quarto trimestre do ano passado, abaixo da expansão de 0,2% vista entre outubro e dezembro passado.