O Disque-Denúncia, 181, órgão gerido pela Agência Central de Inteligência (ACI) da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, para formar uma rede de combate ao tráfico de drogas e outros crimes que afligem a população, fechou o primeiro semestre com a prisão de 67 pessoas e apreensão de 767,42kg de maconha, 663g de cocaína e 225g de crack, 15 veículos e cinco armas de fogo calibre 38, resultantes de 726 denúncias.
“Esses números são bastante positivos especialmente por demonstrar o grau de confiança da comunidade na PM e serem, em sua maioria, frutos do fechamento de pontos de venda de entorpecente.
Diariamente, recebemos informações de pessoas preocupadas em ajudar a polícia a reduzir a criminalidade e aumentar a segurança dos sul-mato-grossenses”, avaliou o comandante da ACI/PMMS tenente-coronel Luis Antônio Sá Braga.
O Disque-Denúncia foi criado em 2004 para combater o tráfico de drogas, mas ao longo dos anos se tornou fonte informativa de outros delitos como tráfico de armas, exploração sexual infantil, roubos, contrabando, homicídio e paradeiro de foragidos da justiça.
A ligação para o 181 é gratuita e não há qualquer tipo de monitoramento do número usado para efetuar a denúncia ou necessidade de identificação.
A principal garantia é o anonimato.
O objetivo é obter a informação sem colocar em risco a pessoa que a passou. O interesse está no fato e não no denunciante.
Todas as informações são checadas e se forem de responsabilidade da PM, resolvida a situação no menor tempo possível.
Se for de outro órgão, a denúncia é repassada para que as providências sejam tomadas rapidamente.
Ao longo dos anos, o Disque-Denúncia cresceu em importância e no número de ligações.
A divulgação e a credibilidade dos serviços estão fazendo a população recorrer cada vez mais ao 181.
Em quase oito anos de atuação, foram apreendidos: 17t de maconha, 223kg de cocaína e 71 armas de fogo. Os policiais ainda prenderam 221 pessoas.
“Essa rede de informações e combate à criminalidade é fundamental para garantirmos a segurança e a tranquilidade do cidadão e da cidadã de Mato Grosso do Sul.
A localização geográfica de nosso Estado que faz fronteira com Paraguai e Bolívia e divida com Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Paraná e São Paulo estimula marginais a quererem usar nosso território como passagem de drogas.
Com a ajuda de cada morador podemos e estamos mudando essa realidade.
Mais uma vez temos mostras de que a gestão compartilhada de segurança, com a participação ativa da comunidade é a melhor maneira de se fazer segurança pública”, concluiu o comandante-geral da PMMS, coronel Carlos Alberto David dos Santos.(Governo do Estado de Mato Grosso do Sul)