Fátima do Sul, 19 de Maio de 2013
16 de Maio de 2012 - 18:00

Polícia aguarda laudo para ouvir médica que teria receitado dipirona que levou jovem a m

MS Record
Foto: Divulgação
Letícia Gottardi morreu após tomar duas injeções, que continham dipirona. Letícia era alérgica ao me
Letícia Gottardi morreu após tomar duas injeções, que continham dipirona. Letícia era alérgica ao me

A Polícia Civil de Bonito, município distante 300 quilômetros de Campo Grande, espera o resultado do laudo sobre a morte da jovem Letícia Gottardi de 20 anos, para ouvir a médica Caroline Franciscato de Godoy. Ela teria receitado dipirona para a jovem, alérgica ao medicamento, que acabou morrendo horas depois no Hospital Darci João Bigaton.

O delegado responsável pelas investigações, Roberto Gurgel de Oliveira Filho informou ao MS Record.com.br, que devido ao tipo de exame, o laudo ainda não foi concluído. Conforme o titular, a polícia espera agora, a conclusão do laudo para ouvir a médica Caroline.

"Todos os procedimentos sobre o caso já foram feitos, agora estamos esperando o resultado do laudo, para que a médica preste esclarecimentos. Saber a parte dela sobre o que aconteceu", informou o delegado.

Ao todo, nove pessoas já foram ouvidas sobre o caso, entre familiares, amigos e plantonistas do hospital no dia do fato.

Afastamento

A médica Caroline Franciscato de Godoy não está atendendo no hospital Darci João Bigaton. O assessor jurídico do hospital, José Amezi informou que não houve afastamento. A médica apenas não está no hospital, porque trabalha em uma empresa terceirizada, que presta serviços ao município de Bonito.

O caso

Letícia Gottardi morreu no dia 7 de abril após receber injeção de dipirona, medicamento que a jovem era elérgica. Letícia foi levada para o hospital Darci João Bigaton, na tarde de sexta-feira (6), com fortes dores abdominais.

Ela passou por consulta, foi medicada e retornou para casa. A jovem foi encaminhada outras vezes para o hospital, com os mesmos sintomas. Ela passou por consulta, foi medicada e liberada.

Ainda segundo familiares da vítima, em todas as vezes que esteve no hospital, a jovem informou aos médicos de plantão que era alérgica a remédios a base de dipirona.