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8 de Setembro de 2017 09h43

Não pagamento de dívidas é recorde em Campo Grande

O número de pessoas que não têm dinheiro para pagar suas dívidas é o maior de toda série histórica do estudo

Campo Grande News
- Número, o maior da série história, representa alta de 54% em um ano -- Número, o maior da série história, representa alta de 54% em um ano -

Atrasar o pagamento de contas é ruim. Não conseguir pagá-las é muito pior. E é nesta situação que se encontram 53.486 campo-grandenses de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quarta-feira, pela Fecomércio-MS.

O número de pessoas que não têm dinheiro para pagar suas dívidas é o maior de toda série histórica do estudo, iniciado em janeiro de 2010. Isso corresponde, até agosto (mês de referência do último dado) a 92 meses.

Em um ano, o universo dos sem condições de pagar dívidas engrossou em 18.780 pessoas. A disparada foi de 54,11% – em agosto do ano passado, eram 34.501 consumidores.

Na série histórica da Fecomércio, o recorde havia sido, até então, janeiro de 2010, quando 53.501 pessoas não conseguiam pagar seus débitos. Para dimensionar a grandeza deste número, pode-se compará-lo com a população dos municípios sul-mato-grossenses.

Apenas cinco cidades (Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã) têm população superior à quantidade de consumidores da Capital sem dinheiro para quitar suas dívidas.

INADIMPLÊNCIA

O estudo também mostra que havia, em agosto, 106.030 inadimplentes (com dívidas em atraso) na Capital. Esse número é menor que o de julho (108.575), mas, na comparação com agosto de 2016 (86.888), o aumento foi de 22,03%.

Situação semelhante ocorre com os números de endividamento (compras a prazo, mas não atrasadas). São 175.799 pessoas endividadas, abaixo dos 179.713 de julho, mas superior aos 166.672 de agosto do ano passado.

A maior parte das dívidas ainda corresponde ao cartão de crédito (62,4%). Em seguida, estão carnês (27,7%), crédito pessoal (12,8%), financiamento de veículos (9,7%), de casa (7,9%) e crédito consignado (5,6%). Os demais tipos de dívidas representam menos de 5%.

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