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MORTE NA FILA

Mulher morre após ficar seis anos esperando cirurgia

Ela foi para a UPA das Moreninhas com muitas dores

11 Set 2019 - 16h00Por Correio do Estado

O drama de Francisca Souza Silva, de 67 anos, terminou em morte, após ela ficar mais de seis anos a espera de uma cirurgia eletiva na região do fêmur. O caso aconteceu na Capital e a vítima estava na fila de espera da Santa Casa de Campo Grande.

De acordo com informações do deputado líder do partido do Governo, na Assembleia Legislativa, Rinaldo Modesto (PSDB), a filha de Francisca, Elizete Silva, teria procurado o parlamentar para pedir ajuda. “Falei com o secretário José Mauro (da Saúde), ele disse que conhecia o caso e que já estava até judicializado. Ele informou também que são mais de 2.500 cirurgias judicializadas em MS”, declarou Modesto.

Ainda de acordo com informações do deputado, Francisca teria caído da própria altura e quebrado a região do fêmur. Após seis anos sem poder andar, estendida em uma cama, ela teve uma infecção que foi a causa de sua morte.

Há três dias, Francisca foi levada à Unidade Pronto Atendimento (UPA) das Moreninhas, porque estava sentindo muita dor. “A filha dela relatou que no local não tinha nem remédio para dor e que ela mesma teve que comprar o medicamento para a mãe”, afirmou o deputado.

Após três dias no UPA, Francisca foi levada para o Hospital Regional, mas não resistiu e veio a falecer na tarde da última terça-feira (10), aproximadamente, às 13h.

Em contrapartida, o secretário de Saúde do município, José Mauro, negou a história, justificando que a vítima não foi operada porque não tinha condições clínicas.

A reportagem entrou em contato com a filha de Francisca e ela declarou que realmente Francisca estava há seis anos na fila de espera, mas não quis dar detalhes porque estava enterrando a mãe na tarde desta quarta-feira (11).

HOSPITAL DO TRAUMA

Mesmo sendo da base do governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), o deputado Rinaldo Modesto usou a tribuna na manhã desta quarta-feira (11) para pedir posicionamento do Governo no que diz respeito as cirurgias eletivas. “Cadê o Hospital do Trauma?” indagou o parlamentar.

O secretário de Saúde do Estado, Geraldo Resende declarou que o governo está cumprindo com o combinado, que era de repassar R$ 1,7 milhão. “Temos equipe da secretaria municipal e estadual acompanhando para checar os serviços contratados”, afirmou Resende.

Ao ser indagado sobre o caso de Francisca, que morreu após ficar seis anos na fila de espera para operar, o secretário disse que sobre esse assunto, quem poderia falar com mais propriedade seria José Mauro. Mas o secretário do município não confirmou as informações de Modesto e reforçou que Francisca teria morrido de pneumonia. "Ela tinha outras complicações. Fez cirurgia na coluna e depois viram que precisava de uma nova cirurgia na bacia, mas ela não tinha estado clínico para isso", finalizou José Mauro.

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