Fátima do Sul, 22 de Maio de 2013
17 de Maio de 2012 - 09:40

Leia o artigo “Sua Excelência, O Contribuinte!” Autenir Rodrigues

Autenir Rodrigues

Sua Excelência, O Contribuinte!

Quando um cliente entra em uma loja, supermercado, qualquer comércio que seja, leva consigo todo um condicionamento inerente ao seu status de consumidor que o faz exigir bom atendimento, bons preços, produtos de qualidade, facilidade de pagamento e tudo mais que ele merece, estabelecendo o pronto atendimento destas exigências como fator de fidelidade ao estabelecimento, afinal, como diz o ditado: “ele tá pagando”.

Do outro lado está o comerciante, ávido por conquistar e fidelizar nova clientela. Ele sabe que o atendimento a estas exigências pode ser o diferencial para o sucesso da sua empresa, fazendo com que ele busque sempre agradar das mais diferentes formas seus clientes.

No setor privado, há um estimulante essencial para que o cliente determine quem terá sucesso e insucessos e seja tratado realmente como “Rei”, chama-se concorrência! O cliente tem em mãos o poder de escolha, pode simplesmente virar a esquina, atravessar a rua ou simplesmente procurar o comercio ao lado. Pode portanto, escolher aquele que melhor atender suas expectativas e,caso encerrado!

No âmbito público, ocorre exatamente o oposto! O contribuinte não tem opção, é “obrigado” a pagar uma infinidade de impostos, taxas, contribuições, etc. esperando, contudo, ser recompensado com serviços públicos de qualidade. Na pratica, isto está longe de acontecer! Temos problemas sérios principalmente nos serviços públicos considerados essenciais como educação, saúde, segurança e transporte público.

O povo é mal atendido, desrespeitados e humilhados em fila de esperas de um sistema de saúde precário, com hospitais deficitários e superlotados; sistemas de transportes ultrapassados e caóticos, sobretudo nas grandes metrópoles; segurança pública despreparada, mal remunerada e desestruturada; sistema público de ensino sucateado, professores desmotivados e não raro, despreparados, tendo muitas vezes como agravante, a insegurança dentro e fora do ambiente escolar, etc. Estes são apenas alguns exemplos de como os serviços públicos no Brasil são negligenciados ao maximo do que se pode suportar.

No fim das contas, temos financiado nossos próprios flagelos. Isto se deve basicamente pela passividade dos brasileiros, que acostumou a manter certa distancia das questões econômicas e principalmente políticas.

Temos que encarar o fato de que somos clientes, consumidores e ao mesmo tempo, financiadores de serviços públicos e se a exemplo do setor privado onde podemos escolher aqueles que melhor atendem nossas exigências, no setor público ainda não podemos desfrutar desse mecanismo. Mas podemos nos termos em que a democracia permitir, cobrar nossos direitos de forma mais veemente, sem superficialidades de meros expectadores, mas sim, atores de uma mudança radical e necessária.

Autor: Autenir Rodrigues de Lima

Func. Prefeitura de Jateí