Em 2009, o ex-juiz de futebol Arnaldo Cézar Coelho vendeu a corretora Liquidez, a qual era sócio majoritário e, na época, a segunda maior em operações nos mercados de derivativos da BM&F Bovespa, para o grupo britânico BGC.
A corretora passou a se chamar BGC Liquidez.
A quantia da venda não foi revelada, mas ficou definido em contrato que Arnaldo Cézar Coelho iria receber o dinheiro da venda em cinco parcelas em três anos.
O ex-juiz e comentarista da TV Globo só recebeu a metade até agora e está enfrentando dificuldades para obter o restante.
Os novos donos alegam que encontraram um passivo trabalhista na corretora e querem repassar essa despesa para Arnaldo Cézar Coelho e seus outros sócios.
Os ex-donos argumentam, no entanto, que, o que consta em contrato, é que esse passivo trabalhista só seria rediscutido depois de todo o pagamento pela compra ter sido efetuado, e não antes.
Dois ex-sócios da corretora Liquidez e que continuaram trabalhando lá até hoje, Fabrício Noronha Garcia e Flávio Byron, já constituíram o advogado Sérgio Bermudes para tratar do caso e notificaram os novos donos na Justiça para tentar receber o dinheiro combinado da venda.
O ex-juiz Arnaldo Cézar Coelho também pode ter que recorrer à Justiça.