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Foto: Gerson OLiveira
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Bianca e Ian vão organizar passeata |
O combate aos escândalos de corrupção volta a despertar o interesse dos estudantes, que estão se mobilizando para protestar nas ruas de Campo Grande. Eles estão usando as redes sociais para convocar as pessoas indignadas com a roubalheira aos cofres públicos. O plano deles é organizar a segunda edição de manifestação contra a corrupção no próximo dia 28 a partir das 8h em frente ao Paço Municipal.
A primeira edição da passeata, realizada pelo Movimento Explícitus, reuniu cerca de 200 pessoas em novembro do ano passado e originou ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul pedindo a instalação de um presídio para corruptos no Estado.
O pedido foi posteriormente negado pela Justiça, mas isso não desanimou o grupo apartidário de 20 estudantes, que iniciou o movimento inspirado em aulas de sociologia do Colégio Dom Bosco. Este grupo realiza panfletagem, manifestações e assembleias para discutir propostas que ajudem a sensibilizar a sociedade no combate à corrupção.
“A gente vai bater firme, fazer manifestação até a hora em que a população acordar para combater os atos ilícitos”, afirmou o estudante de Direito, Ian Odara Araújo Leal, 17, um dos organizadores do movimento. Além das redes sociais, principal instrumento de mobilização do grupo, haverá panfletagem convidando para a passeata do dia 28. Nas próximas semanas, os jovens farão também calendário das ações a serem desenvolvidas nesse ano eleitoral.
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Fichas-limpas
Na avaliação de Ian, é possível eliminar a corrupção no País, mas para isso acontecer a população “tem que fazer alguma coisa, não basta ficar sentado reclamando”, ponderou. Segundo o estudante, cada um dos jovens tem uma função no Explícitus. “A estrutura é baseada nos cargos da ONU (Organização das Nações Unidas) e todo mundo tem o mesmo poder de voto”, comparou.
A estudante Bianca Lopes, 16, é a secretária-geral do movimento. Para ela, uma das principais causas da corrupção é o fato de a população não analisar o passado dos candidatos nos quais vota. “As coisas vão começar a mudar quando as pessoas perceberem que é importante ter um político ficha-limpa, com um currículo exemplar”, defendeu.
Além dos estudantes diretamente envolvidos na organização da passeata, outros jovens apoiam a iniciativa e têm presença garantida nas manifestações do grupo. É o caso de Lucas Amaral, 17. Para ele, a atual geração é a esperança para o País. “Poucas pessoas entre 35 e 40 anos se interessam por quem está fazendo certo e quem está fazendo errado na política. Eu acredito é na geração de estudantes que está um futuro melhor”, concluiu.