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Foto: Massimo Percossi/Efe
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Navio Costa Concordia é visto tombado perto da ilha italiana de Giglio, uma semana após naufrágio |
O navio de cruzeiro Costa Concordia que está naufragado em Toscana mudou novamente de posição sobre a rocha em que se encontra nesta sexta-feira, forçando uma nova suspensão das operações de busca e resgate das 21 pessoas que continuam desaparecidas.
O navio naufragou na última sexta-feira próximo à ilha de Giglio, na costa da Itália, após colidir com uma rocha, com mais de 4.200 pessoas a bordo, durante uma manobra não autorizada realizada pelo comandante Francesco Schettino.
Até o momento, foram encontrados os corpos de 11 pessoas mortas no naufrágio e cerca de 20 pessoas seguem desaparecidas.
COMBUSTÍVEL
Os indícios de que a embarcação se movimenta também preocupa as autoridades por colocarem em risco as 2.380 toneladas de combustível que continuam dentro do reservatório do navio. Se danificado o reservatório, o líquido poderia se espalhar e contaminar as águas do mar.
Técnicos especializados se preparam para bombear o combustível do navio para evitar uma catástrofe ambiental, mas serão necessárias de duas e seis semanas para retirar tudo de seu interior, segundo Max Iguera, da companhia Cambiasso Risso e representante da empresa Smit, encarregada do assunto.
Na quarta-feira (18), o governo italiano afirmou que já ocorreu "dano ambiental", embora muito restrito ao fundo do mar da ilha de Giglio em consequência do naufrágio do Costa Concordia.
As declarações foram feitas pelo ministro de Ambiente italiano, Corrado Clini, que alertou ainda para o risco de um possível vazamento de combustível ao mar, que pode se dispersar ao longo de toda a costa do mar Tirreno.
O representante na Itália da companhia holandesa Smit Salvage, encarregada pelas tarefas de retirada do combustível, disse que será utilizado um sistema que permite perfurar a chapa da cisterna para isso não haja contaminação do mar.
COMANDANTE
O capitão do barco, Francesco Schettino, está sob prisão domiciliar, acusado de homicídio culposo múltiplo e abandono do navio, por ter deixado a embarcação durante o naufrágio causado pela colisão com rochas que romperam o casco.
| Danilo Bandeira e Ivan Moura/Editoria de arte/Folhapress | ||
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Schettino teria mudado a rota original do navio sem receber autorização. O capitão disse que navegava perto da ilha de Giglio para saudar um capitão aposentado, Mario Palombo, e estava no telefone com o amigo no momento.
Em um vídeo amador divulgado ontem pela TV italiana, um integrante da tripulação do navio aparece dizendo que não havia nada de errado acontecendo além de um blecaute, pouco depois de a embarcação ter sido atingida pela rocha que levaria ao naufrágio
A gravação, exibida pela emissora de TV Rainews24, mostra uma mulher pedindo às pessoas que voltassem para suas cabines, supostamente em nome do capitão.
"Nós vamos resolver o problema elétrico que tivemos com o gerador. Tudo vai ficar bem. Se vocês querem ficar de pé aqui, tudo bem. Mas estou pedindo por gentileza para voltarem para os seus quartos, onde vocês estarão sentados e tranquilos. Tudo está sob controle", disse.
A empresa proprietária do Costa Concordia já disse que o navio estava muito próximo do litoral na hora do acidente e suspendeu o capitão, afirmando que não pagaria por seu advogado.
A juíza Valeria Montesarchio, responsável pelos casos criminais do naufrágio do navio, afirmou que o capitão do cruzeiro ficou sobre um cais na ilha italiana de Giglio vendo como o navio afundava antes do término da evacuação.
Em depoimento, Schettino alegou que era incapaz de continuar a retirada de passageiros por ter escorregado em um bote salva-vidas enquanto ajudava os passageiros a sair do navio.