Fátima do Sul, 19 de Junho de 2013
28 de Maio de 2012 - 16:25

Brasil autoriza contratação de mulheres motoristas nas embaixadas do país

Agência Brasil

Discreto, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, teve revelado o segredo que o seu carro é guiado por uma mulher há três semanas durante uma audiência pública no Senado.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) parabenizou Patriota por “ter escolhido” Rita Araújo como sua motorista.

Orgulhoso por ser a antítese do machista, o chanceler sorriu e fez sinal de positivo com a cabeça.

Ao ser peguntando sobre o trabalho de Rita Araújo, Patriota é objetivo na resposta: “Ela é uma profissional impecável".

Determinado a eliminar qualquer tipo de preconceito na sua área, inclusive o de gênero, o chanceler autorizou a contratação de motoristas do sexo feminino nas embaixadas do Brasil no exterior.

A primeira representação brasileira a inovar foi a Embaixada do Brasil no Marrocos, comandada pelo embaixador Frederico Duque Estrada, que recebeu elogios por escrito da União Europeia pela inovação com uma ressalva: nas ruas das cidades marroquinas é possível contar quantas são as mulheres motoristas profissionais de trânsito.

O país muçulmano, no entanto, é considerado um dos mais abertos do mundo árabe.

Em Brasília, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, embaixador Tovar Nunes, também é guiado por uma mulher. Tovar não poupa elogios à sua motorista Valdeni Ferreira de Souza.

“Ela é excelente. Tem uma forma segura e rápida de dirigir. Impressionante os caminhos que ela conhece e que fazem a gente chegar logo aos lugares.

É hiperpontual, corretíssima e faz o ambiente ser sempre agradável”, diz Tovar. “Por outro lado, as mulheres conseguem ser mais delicadas ao dirigir e suaves no tratamento. Eu adoro.”

Contrariando o senso comum, que domina parte do universo masculino, o porta-voz rebate as desconfianças sobre a habilidade de uma mulher ao volante.

“Acho que faz toda diferença uma mulher motorista. [Elas] Conseguem, por exemplo, manter a intimidade no limite, sem ultrapassar”, disse Tovar