Estou numa sinuca de bico com tantas opções para votar em 7 de outubro
Estou numa sinuca de bico com tantas opções para votar em 7 de outubro
Silva Junior*
“Vinde, e ouvi, todos os que temeis a Deus, e eu contarei o que Ele tem feito por mim” – Salmo 66:16
Outro dia ouvi do pastor Mario Antonio da Silva, a seguinte frase: “não sei ainda em quem votar nas eleições deste ano, são tantas pessoas queridas disputando uma vaga que vou acabar colocando vários nomes numa cumbuca e definir minha escolha por meio de sorteio”, brincava.
Sai daquela prosa com a mesma sensação: como fazer para escolher um, entre tantas opções? Como o querido pastor, também tenho uma legião de conhecidos disputando uma das dezenove vagas na Câmara Municipal de Dourados, e os quatro postulantes ao cargo de prefeito.
Aliás, para o executivo para mim está mais fácil do que na corrida legislativa. Como toda eleição ocorre um fato novo, na deste ano, o que vem chamando atenção tem sido a falta de interesse por parte do eleitor para comparecer na urna no próximo dia sete de outubro.
Isso sim é preocupante. Essa realidade é a resposta da sociedade contra postura daqueles escolhidos que deixam a desejar ao assumir ao posto de prefeito, vice, vereador, deputados, senadores, governadores, secretários, assessores, e afins.
Hoje como ontem, o servidor público tem que ter consciência coletiva nas suas ações e nunca individual. Tomar cuidado dobrado quando for provocado e desenvolver com altruísmo cada tarefa. Mostrar lisura em tudo.
O prefeito, vice, vereador, secretario, assessor, dentre outros, não são os donos do cargo que possuem. Estão temporariamente no cargo que é passageiro. Respeito para com o próximo é o primeiro passo para ser um agente público, pois respeito não se alcança na base do grito, ameaças, etc.
Outro ponto primordial para quem lida com pessoas é a educação. Quem é que não gosta de ser tratado com amabilidade? Relacionamento público está em desuso e a maioria dos “chefes”, procura se posicionar como tal em detrimento da harmonia que deve reinar soberana em qualquer situação.
Com o aproximar do dia sete de outubro, aumenta a corrida pelo voto. Nesse momento o indeciso é bombardeado diuturnamente por promessas e propostas mirabolantes. Aí é que reside o perigo. Portanto, recomenda-se cautela, prudência, tranquilidade e acima de tudo, responsabilidade antes da tomada de decisão.
Em vez de anular seria mais correto escolher uma bancada composta por gente de passado limpo e com uma carreira política idônea, promissora e desapegada das facilidades que em tese e de maneira sorrateira são ofertadas.
Segundo o filosofo grego Aristóteles, a política é a ciência que tem por objetivo a felicidade humana e divide-se em ética (que se preocupa com a felicidade do homem na Cidade/Estado, ou Pólis), e na política propriamente dita (que se preocupa com a felicidade coletiva).
A política situa-se no âmbito das ciências praticas, ou seja, as ciências que buscam conhecimento como meio para a ação. A política é tudo que se relaciona à busca de ações para o bem estar tanto individual quanto coletivo.
Desejo que essa minha duvida paira somente na escolha de bons candidatos. No mais, tenha ciência que a responsabilidade recai sobre nosso ombro. Se positivo bom, se negativo prejuízo para todos.
Até por que nunca é demais lembrar: voto não tem preço, tem consequência.
*Jornalista