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Fátima do Sul, 5 de Dezembro de 2016
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11 de Novembro de 2016 16h45

Com sertanejo e MPB, cantor bate ponto em laboratório para aliviar tensão

Da Redação

Laboratório e hospital são ambientes que todo mundo quer sair rapidinho. São lugares que sempre geram tensão. Mas um laboratório de Campo Grande resolveu transformar esse momento e investiu na música. Tem gente que acha irritante, mas a maioria gosta e alguns até arriscam uma cantoria a espera do atendimento. 

Quem entra é recebido ao som do violão. O repertório é do músico Paulo Cavallero, de 25 anos. Ele toca todos os estilos, mas a MPB e o rock nacional são os preferidos. A escolha é sempre por melodias mais calmas, para conseguir aliviar o medo e mexer com as emoções. "A música aguça instintos essenciais do ser humano e quando você fala de música, isso traz um pouco de calma e reflexão aos pacientes", diz.

 

Música chamou atenção de Cátia e da filha de um ano. Música chamou atenção de Cátia e da filha de um ano.

O laboratório anunciou a contratação no ano passado. Surpreso pela proposta, Paulo imaginou que a oportunidade seria para tocar e cantar em alguma confraternização da empresa. "Achei que era um emprego temporário. Mas aí descobri que eu teria um salário, carga horária e realmente havia um sentido oferecer música aos pacientes. Fiquei muito surpreso, mas resolvi tentar", conta.

A música entrou na vida de Paulo há seis anos. Formado em Direito, a proposta de ser cantor veio de um amigo que sempre observou o talento do jovem. "Herdei isso dos meus pais e avós que me ensinaram a tocar. Me vi em um momento que eu tive a oportunidade de trabalhar na música. Na época, era vendedor e fiquei desempregado, um amigo me chamou para cantar. Desde lá, comecei a tocar em bares e festas particulares", conta.

Quando o fato de tocar em um laboratório gera estranheza, Paulo não se importa. "Meu sonho é transmitir todo o amor em forma de música. E acho que faz parte dos primeiros passos e no momento oportuno algo irá surgir", comenta.

A voz marcante é admirada por quem está na recepção. Clientes sorriem, as vezes até cantam juntos. Enquanto toma um café, após as horas de jejum, Marcos Carretoni, 54, aproveita para pedir uma canção de Zé Ramalho. "Adoro música e isso desestressa, todos ambientes de laboratório geram uma intranquilidade. Então ela alivia tensão, ainda mais quando tem música boa. Eu já sou velho, gosto de Tom Jobim, Gilberto Gil... Acho que faz bem para todo mundo", diz o cliente que já está ao lando do músico cantando junto.

 

Paulo após o jejum, até arriscou a cantar junto. Paulo após o jejum, até arriscou a cantar junto.

Com a filha de um ano nos braços, Cátia Cilene, de 37 anos, ficou surpresa com a recepção. "Vim a primeira vez no sábado e vi ele tocando. Acho que traz calma. Com a minha filha, vi que também chamou atenção dela, acho que é uma distração durante os minutos que a gente fica na espera", explica.

Paulo conta que o público infantil é fiel toda vez que está tocando. "Não só os adultos relaxam, as crianças também gostam de música e quando tem alguma na recepção procuro tocar muitas infantis. Elas ficam olhando, chegam perto para cantar e até pedem. Frozen e Borboletinha não falta no repertório", brinca.

O projeto musical existe há 1 ano e dois meses em Campo Grande, Katiuce Ferrari, supervisora de RH, explica que a proposta já acontecia em outros laboratórios pelo Brasil. "A maioria dos clientes vem apreeensiva, em jejum e tensa. Quando chegam aqui e recebem a música, a gente percebe que acaba tornando o ambiente mais acolhedor", avalia.

Para Paulo, o poder da música é tão forte que casos de clientes que se incomodaram são raros. "Isso aconteceu uma vez só, o paciente disse que estava em um momento difícil e não queria ouvir música. Aí eu respeitei. No mais, todo mundo gosta e aos pouquinhos a gente vai adequando ao gosto do público", explica.

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