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VÍDEO: Contra cortes de Bolsonaro, professores e alunos protestam na Capital

Movimento espera cerca de 10 mil manifestantes de escolas estaduais, municipais e federais até fim da manhã

15 Mai 2019 - 15h41Por Midiamax

Pelo menos 2 mil pessoas, entre estudantes e professores, protestam na Avenida Costa e Silva, em frente à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), contra os cortes orçamentários na educação e contra a proposta de reforma da previdência proposta pelo governo federal.

De acordo com a organização, cerca de 10 mil pessoas são aguardadas na paralisação, que deve seguir por toda a manhã. Além de estudantes da UFMS, IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) e da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do SUl), entidades sindicais como a Fetems, Adufms, ACP, Sinted, e Sista-MS estão no local.

(Foto: Marcos Ermínio | Midiamax)

Agentes de trânsito fazem o ordenamento viário e orientam motoristas na rotatória da Interlagos. Apesar da Avenida Costa e Silva não estar obstruída, há um pouco de lentidão no trânsito. Segundo levantamento, diversas escolas estaduais e municipais estão sem aula nesta quarta-feira.

Para a presidente da Adufms (Associação dos Docentes da UFMS), Marilza Guimarães, os cortes orçamentários na educação vão representar engessamento do ensino e da pesquisa, o que será refletido em diversos setores da sociedade, dentre eles, a saúde. Além disso, a reforma da previdência também afeta diretamente a remuneração e tempo de serviços dos professores.

“São situações que vão fazer o rendimento da educação despencar. É por isso que estamos fazendo esse ato, para convocar a população. Mais atos vão acontecer à frente e no próximo mês haverá nova paralisação de educadores e estudantes”, alerta.

Marilza também alerta para a união entre estudantes e professores. “Essa união faz toda a diferença, principalmente nesse momento, porque há uma compreensão geral de que os cortes e a reforma vai prejudicar todo mundo, de estudantes a professores e todos os outros trabalhadores”, acrescenta.

Uma das organizadoras da paralisação, a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), também faz coro aos malefícios dos cortes e da proposta de reforma.

“Esse ato é justamente para chamar atenção da sociedade. Quando as universidades e as escolas sofrem com os cortes, todo mundo, o país inteiro é prejudicado. Isso tira a chance de muita gente estudar, então não é um problema só da educação”, aponta Teixeira.

 

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