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EDUCAÇÃO

Terapeuta afirma que as crianças estão precisando de palmadas: a falta de limites gera delinquentes.

Educação e disciplina não têm nada a ver com a aplicação da violência

8 Jan 2019 - 10h40Por Pensar Contemporâneo

Quando nos voltamos para nossa infância, é provável que nos lembremos daquelas frases tão típicas de nossas mães: “Você vai ver só quando seu pai chegar”, “espere para chegar em casa e você verá”.

Estas simples frases eram a antessala que muitas vezes levava a uma punição, a mais recorrente, palmada. Agora que nos tornamos pais, é hora de nos perguntarmos: faz bem dar umas palmadinhas nos filhos?

Educação e disciplina não têm nada a ver com a aplicação da violência; De fato, a violência física e doméstica é um ato que repudiamos. Mas uma palmada, pode ser considerada uma atitude violenta de um pai em relação a um filho? Até que ponto isso é bom ou ruim?

Quer saber o que a terapeuta Denise Dias pensa sobre a educação das crianças? É um assunto que tem diferentes pontos de vista. Quando se trata de educar nossos filhos, cada pai tem o poder de fazer do seu jeito.

Esta terapeuta nos diz que as crianças precisam levar palmadas para serem educadas. Preste muita atenção ao que Denise nos diz.

Como explicar a uma criança a maneira correta de agir? A dúvida, comum a muitas mães, divide especialistas.

Mas há um ponto em que todos parecem concordar agora: bater para educar seria pouco eficaz e traumático para a criança. Poucos seguem outra linha de raciocínio.

É o caso da terapeuta infantil Denise Dias, autora do polêmico livro “Palmada na Bunda – Como impor limites e estabelecer um relacionamento saudável com as crianças em tempos politicamente corretos”

Desde 1998, o Conselho da União Européia vem fazendo campanha contra a palmada. No total, 22 países europeus, como a Suécia, a Áustria e a Alemanha, criminalizaram sanções físicas.

Em uma pesquisa realizada com crianças entre três e cinco anos de idade por cientistas da Universidade de Tulane, nos Estados Unidos, verificou-se que os pais que costumavam disciplinar com palmadas tinham 50% mais chance de desenvolver agressividade.

No Brasil, em vigor desde junho de 2014, a Lei da Palmada foi alvo de muitos argumentos positivos e negativos, principalmente dos indivíduos que defendem um modo de “educação tradicional”, alegando que castigos físicos leves ou moderados sempre foram usados como métodos de correção comportamental e nunca provocaram distúrbios nas pessoas.

A Lei da Palmada não proíbe a tradicional “palmadinha” nas crianças desobedientes, mas sim, qualquer outro tipo de castigo que provoque sofrimento físico e lesões na criança.

Denise Dias, Terapeuta.
Com mais de dez anos antedendo crianças e adolescentes, incluindo instituições nos Estados Unidos, Denise, no entanto, não vê problemas na adoção de palmadas educacionais.

“As crianças precisam de algumas palmadas”, diz a terapeuta.

Eu vejo que as palmadas que os pais dão nos filhos, de vez em quando, não têm mal nenhum. “Monstrualizaram” a educação doméstica. Não se pode mais falar em tapa ou castigo. Não se pode mais falar que os pais mandam nos filhos. Virou uma bagunça tão grande que hoje nós temos uma geração de delinquentes adolescentes. Podemos até falar que é uma geração drogada e prostituída também. A quantidade de jovens usuários de drogas só cresce ano após ano, isso não é falta de informação, é falta de limite. O que é, muitas vezes, imposto com um tapa na bunda.

Denise acredita que os pais têm autoridade indiscutível sobre seus filhos e isso é uma questão de hierarquia.

Ela também critica os pais que montam um jogo de palavras a fim de educar a criança, mas esse método, segundo ela, é totalmente ineficiente, já que a criança não recebe a mensagem como deveria e, com isso, os pais acabam “criando monstros”.

O livro escrito por Denise causou polêmica e algumas pessoas, defensoras da “lei da palmada”, estão fazendo campanha contra o livro, acreditando que ele defende a agressão contra as crianças.

Para Denise Dias, autora do livro em favor da adoção de formas físicas de punição, diz que a falta de limites cria “geração de criminosos”

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