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1 de Dezembro de 2016 14h27

Polícia Federal conclui que houve vazamento do Enem 2016, afirma MPF

MPF já recomenda que as notas não sejam utilizadas

Mídia Max

O MPF (Ministério Público Federal) afirmou nesta quinta-feira (1) que um relatório da Polícia Federal (PF) confirma o vazamento das provas do Enem 2016 (Exame Nacional do Esino Médio). A PF, por meio do documento que conclui um inquérito, declara que "as provas do primeiro e do segundo dia do exame, além da redação, vazaram antes do início da aplicação para, pelo menos, dois candidatos". As informações são do jornal Globo.

"Segundo o MPF, no texto a PF expressa sua convicção de que houve crime de estelionato qualificado. No domingo 6 de novembro, segundo dia de provas do Enem, candidatos foram presos no Ceará e no Amapá flagrados com o tema da redação. Em Fortaleza, a polícia encontrou no bolso de um homem de 34 anos o tema e um texto pronto para ser transcrito. Ele ainda recebeu o gabarito pelo celular e usou também ponto eletrônico na sala do exame", afirma a reportagem.

Já em Mapacá, um homem, 31 foi detido após deixar o local de prova e confessou que "sabia previamente o tema da redação", conforme explica o jornal.A polícia encontrou, junto com ele, um texto com o tema 'intolerância religiosa', aplicado no Exame a quase 6 milhões de candidatos em todo o país. O procurador da República Oscar Costa Filho irá detalhar os detalhes da investigação ainda nesta tarde, mas o MPF já recomendou que as notas da redação não sejam utilizadas.

“Uma quadrilha organizada nacionalmente teve acesso antecipado às provas. Isso compromete a lisura do exame e a própria credibilidade da logística de segurança que vem sendo aplicada”, afirmou o procurador.Ele ainda declarou que o relatório, na íntegra, além de peças do inquérito serão adicionados ao recurso do MPF que já tramita no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife (PE), conforme explicou o Globo.

Após a análise de celulares apreendidos, segundo o MPF, "concluiu-se que os candidatos receberam fotografias das provas e tiveram acesso aos gabaritos e ao tema da redação antes do início do exame".A nota ainda afirma que a polícia declara que os candidatos tiveram acesso à "frase-código" da prova rosa, 'o que permitia que candidatos que deveriam fazer provas diferentes da rosa pudessem preencher o cartão de respostas de acordo com o gabarito transmitido pela quadrilha, não importando a cor da prova que o candidato tenha recebido no exame, já que a frase-código é o que legitima a correção conforme a cor referente à frase', explica o jornal.

"Tanto o gabarito quanto a frase-código foram divulgados antes do exame, o que garante a responsabilidade de afirmar que houve vazamento da prova", explica o documento.

Para a PF mesmo com a prisão de dois candidatos em operações policiais diferentes, 'eles receberam exatamente as mesmas fotografias com gabaritos das provas, porém de intermediários diferentes, o que indica que a origem do vazamento é a mesma'.Já com relação à Redação do Enem, a perícia da PF identificou que os candidatos presos buscaram no Google sobre o tema da redação a partir de 9h38 do dia 6 de novembro, 'indicando que tiveram acesso ao tema antes do início da aplicação das provas'.

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