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Fátima do Sul, 13 de Dezembro de 2017
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26 de Julho de 2017 10h11

Queda de 60% do preço do Milho derruba a venda pela metade

O operador da Granos, Jorge Filho, explica que a retração no ritmo de colheita e venda se relaciona ao recuo nos preços.

Sul News
Safra de milho neste ano é recorde em Mato Grosso do Sul (foto Liana Feitosa)Safra de milho neste ano é recorde em Mato Grosso do Sul (foto Liana Feitosa)

A queda acentuada de 60% do preço do milho desacelerou o ritmo da colheita e de comercialização do grão em Mato Grosso do Sul. De acordo com a Granos Corretora, foram vendidos, até agora, 29,53% da produção, metade dos 60,2% contabilizados no mesmo período do ano passado.

Conforme números da Granos, devem ser colhidos, nesta safra, 9,72 milhões de toneladas de milho, plantados em uma área total de 1,67 milhão de hectares. Desse volume, 31,22% foram colhidos. No ano passado, até essa época, a colheita alcançava 42,33% da produção.

O operador da Granos, Jorge Filho, explica que a retração no ritmo de colheita e venda se relaciona ao recuo nos preços. Como exemplo, ele disse, que na região de Dourados, a saca comercializada, na modalidade FOB (Free on board ou “livre a bordo”, ou seja, é o preço pago no local), foi vendida por R$ 40 no dia 27 de julho do ano passado. “Agora, está de R$ 16 a R$ 17”, comparou. A variação é de -60%.

De acordo com o corretor, a desvalorização acentuada do milho decorre da super oferta. Como há muito milho disponível, os preços caem. Além disso, a cotação do dólar em baixo também freia a colheita e a comercialização. O produtor está em compasso de espera para vender o grão.

A soja apresenta, da mesma forma, ritmo de vendas abaixo ao do ano passado. Da colheita, já encerrada, foram vendidos 66% dos 8,71 milhões de toneladas da oleaginosa.

No entanto, neste caso, o preço está melhor. De R$ 45 (comercialização na região de Dourados no dia 13 de julho de 2016) subiu para R$ 58 (valor médio de hoje). O operador da Granos explica que os produtores aguardam o resultado da safra norte-americana, que enfrenta sérias intempéries. A colheita nos Estados Unidos tem início em setembro e, caso a produção seja menor que a estimada, os sojicultores brasileiros podem se beneficiar com preços ainda melhores. 

 
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