Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
domingo, 18 de agosto de 2019
LIMIT ACADEMIA
Busca
AGÊNCIA BONITO THIAGO
agricultura

Preço de soja deve recuar 11% no próximo ano, com projeção de novo recorde no Estado

Conab estima que valor médio da saca no Mato Grosso do Sul será de R$ 45; neste ano

24 Out 2013 - 11h16Por Correio do Estado

Como reflexo do mercado externo, com safra 2013/14 mundial estimada em 281,71 milhões de toneladas - aumento de 5,28% em relação a 2012/13, a média do preço interno da saca da soja em Mato Grosso do Sul para janeiro do próximo ano deve ser de R$ 45,61, segundo relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O valor é 11,58% menor que o de 2013 (R$ 51,58) e representa queda de 24,84% em relação à média de 2012 (R$ 60,68), mas é superior aos valores de 2011 a 2008. O relatório alerta os agricultores para a perspectiva de preço de comercialização e conclui que “as paridades de exportação para a safra 2013/14 não sejam muito rentáveis como foram as duas últimas safras”.

A estimativa não é surpresa para o produtor de Maracaju e diretor-executivo do Sindicato Rural da Capital, Antonio de Moraes Neto. “Muita gente achava que ia vender a R$ 70 neste ano e muita gente está achando que vai vender e R$ 50, R$ 55 no que vem, mas a média que deve ficar é essa mesma: R$ 45”, avalia. Já o presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS), Almir Dalpasquale, tem uma opinião mais otimista para o mercado futuro, apesar de frisar que ainda é muito cedo para fazer projeções. “Agora é pura especulação. Não tem como saber o preço que estará em janeiro, tudo vai depender dessa safra que ainda está sendo plantada”, avalia. Ele prefere não arriscar uma média futura, mas diz que o valor estimado pela Conab pode ser “o piso”.

O produtor Moraes reclama que se vender por R$ 45, considerando o custo atual de R$ 43 por saca, vai sobrar apenas “um lucrinho”. Mas também pondera que o cenário pode melhorar, já que é influenciado por vários fatores. “Se conseguir produzir 60 sacas por hectare, o que é muito difícil porque a média é de 50, a rentabilidade melhora. Se a demanda crescer, por exemplo a China importar mais, ou as condições climáticas afetarem a produção dos Estados Unidos, esses preços podem mudar (melhorar), oscila muito o mercado”, pontua.
Moraes ainda frisa que o produtor brasileiro é mais penalizado com a cotação baixa porque os custos da produção aqui são maiores que de outros países; isso por conta da deficiência logística. “Lá (Estados Unidos), conseguem ter lucro maior mesmo com preço baixo de venda porque o custo é menor: tem estrada, o porto funciona”, ressalta. 

Deixe seu Comentário

Leia Também

LIBERADO
PIS/Pasep para nascidos em agosto já está liberado
MS FORTE
MS apresenta, em julho, melhor resultado na abertura de empresas desde 2013
OPORTUNIDADE DE EMPREGO
Semed da capital abre processo seletivo para diversas vagas com salários de até R$ 1,4 mil
OPORTUNIDADE
JBS seleciona candidatos para mais de 150 vagas em 5 cidades do MS
100 EMPREGOS
Desemprego de longa duração atinge 3,3 milhões de brasileiros, maior patamar desde 2012
OPORTUNIDADE DE EMPREGO
Rede Ebserh anuncia concurso público com vagas para HU Dourados
VICENTINA - FEIRA LIVRE - INCRIÇÕES
Em Vicentina, Prefeitura abre as inscrições para a Feira Livre, Veja como participar
HOTEL CANTINA PORTUGUESA
Hotel Cantina Portuguesa, um lugar ideal para o lazer com a família em Fátima do Sul
FÁTIMA DO SUL - MERCADO JULIFRAN
Confira as ofertas da semana que vão até sábado no Mercado Julifran em Fátima do Sul
REDE FEMININA DE COMBATE AO CÂNCER
RFCC estará realizando o 1º Festival de Orquideas Dendrobium em Fátima do Sul