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Fátima do Sul, 23 de Setembro de 2017
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8 de Setembro de 2017 07h44

Protestos de sem-terra fecham rodovias e causam congestionamento

Em Campo Grande, bloqueio é na BR-163, na saída para São Paulo

Correio do Estado
Integrantes do Movimento Popular de Luta (MPL) em trecho da BR-163, em Campo Grande - Whatsapp/Correio do EstadoIntegrantes do Movimento Popular de Luta (MPL) em trecho da BR-163, em Campo Grande - Whatsapp/Correio do Estado

Rodovias em Campo Grande, Naviraí, Ponta Porã, Sidrolândia e Nova Andradina foram fechadas entre 5h e 8h de ontem (07). Na BR-163, na região do macroanel de Campo Grande, saída para São Paulo, o congestionamento chegou a mais de 2 quilômetros nos dois lados da via.

Os bloqueios foram realizados por integrantes do Movimento Popular de Luta (MPL). Foram colocados pneus em chamas para impedir o trânsito de veículos.

A organização do movimento divulgou que o bloqueio seria por tempo indeterminado, mas foi encerrado por volta das 8h porque o superintendente do Incra em Mato Grosso do Sul agendou reunião com o MPL para esta sexta-feira (8), 9h, na Capital.

Os protestos foram organizados para exigir de autoridades mais celeridade nos processos de liberação das áreas em Mato Grosso do Sul para a reforma agrária.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou que no trecho em Campo Grande, cerca de 50 pessoas participaram do ato. O MPL informou 300 manifestantes.

Uma equipe da PRF permaneceu no local para orientar o trânsito e tentar controlar possíveis discussões. Como um caminhão estragou na rodovia, mesmo com o fim do protesto, o trânsito continuou lento depois das 8h30.

Jonas Carlos da Conceição, o Beto, do Movimento Popular de Luta, afirmou que 2 mil pessoas estiveram envolvidas no protesto realizado no Estado. “Queremos a liberação de recursos para o Incra fazer as vistorias nas terras para avaliação”, explicou.

REVOLTOU

Motoristas que acordaram cedo para trabalhar neste feriado não aprovaram o protesto. Airton da Costa, 53 anos, acordou às 5h30 e fazia transporte para Fátima do Sul e Dourados. Por ficar parado na rodovia, vai atrasar as entregas e demorar mais para voltar para casa.

“Se eles querem protestar, porque não colocam fogo em escritórios lá em Brasília”, opinou.

Paulo Ricardo de Lima dos Santos, 23 anos, saiu de Terenos e seguia para Nova Alvorada do Sul em seu caminhão carregado de pedra. A demora para ele também complicou o dia de trabalho. “Estou esperando há quase uma hora. Não é justo com a gente que acorda cedo para trabalhar sofrer esse atraso.”

Na BR-060, no município de Sidrolândia, um caminhão avançou contra os pneus em chamas e acabou pegando fogo. Bombeiros foram acionados para controlar a situação.

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