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13 de Março de 2017 13h32

Prédios do Frigorífico do Peixe em Dourados viram ‘elefantes’ brancos

Recursos de R$ 6,5 milhões do governo federal não chegaram

DOURADOS AGORA

A cidade de Dourados deixou de receber R$ 6,5 milhões de recursos federais e as obras de construção do Frigorífico do Peixe viraram "elefantes brancos". Os recursos faziam parte do convênio 800019 entre Prefeitura e União que venceu em 31 de dezembro de 2015, sem que houvesse a aprovação do projeto ou o cumprimento das formalidades do convênio e liberação dos investimentos. No local o que restou foram marcas de abandono, depredação e furtos.

O engenheiro agrônomo Maurício Xavier Cury, membro do MS Peixe, lamentou o ocorrido. Segundo ele o frigorífico era a expectativa para incentivar a piscicultura e tirá-la do ‘fundo do poço’. Para se ter uma ideia, a estimativa de Maurício é de que 70% dos tanques de produção de peixe estão desativados. O abandono da atividade por parte dos produtores ocorreu devido a uma série de empecilhos que impossibilitaram que a piscicultura em Dourados se desenvolvesse. Um dos fatores é a concorrência com estados como Paraná, Mato Grosso e Tocantins, que conseguiram baratear os custos de produção e derrubaram a concorrência com os produtores da Grande Dourados, que somam hoje 700 hectares de tanques parados.

"O pescado comercializado em supermercados e peixarias vêm de fora do Estado. Sem campo, os produtores decidiram aguardar um melhor momento para retomar as atividades", destaca.

A estimativa é a de que se os 700 hectares estivessem em pleno funcionamento, juntos, os tanques poderiam produzir mais de 14 mil toneladas por ano. "Mato Grosso do Sul dominou a tecnologia de reprodução e produção em larga escala do pacu, no passado, e hoje está na 15º colocação", destaca observando que apesar dos tanques parados, Dourados tem aumentado a produção de tilápia e que o Frigorífico do Peixe é de grande importância neste momento. "Tenho dúvidas se esses recursos da União chegarão um dia aqui. Então o poder público deveria analisar a hipótese de destinar a gestão do frigorífico para a iniciativa privada. Seria uma saída", destaca.

Outro lado

O secretário municipal de Agricultura Familiar e Economia Solidária, Landmark Ferreira Rios, disse que todos os projetos e licenças foram providenciados pela prefeitura na gestão passada, mas os recursos da União não chegaram. "Viabilizamos desde licenças ambientais até o Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) que são autorizações mais complexas. Os projetos foram todos entregues desde a construção dos prédios ao fluxo de peixes. Tudo o que estava ao alcance da Prefeitura foi realizado. A liberação dos recursos foi cobrada constantemente, mas sempre pediam um novo documento para a Prefeitura, que providenciava e mesmo assim os recursos não chegavam", conta.

Landmark disse ainda que a Prefeitura tem mantido contato com a MS Peixe,além da Comissão de Agricultura de Dourados, com o gestor do Ministério da Agricultura, César Moura e com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) para encontrar uma saída coletiva. Em relação aos furtos e depredações, o secretário diz que representantes da MS Peixe estiveram na tarde de sexta-feira na obra e vão contratar vigias.

Custo

A obra já custou aos cofres públicos R$ 1 milhão e para terminar, seriam necessários os valores previstos na segunda etapa, em torno de R$ 6,5 milhões.

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