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3 de Outubro de 2013 16h23

Pra não dizer que não falei do Amarildo. A propósito da conclusão do inquérito, por Mano Zé

Desde o desaparecimento do pedreiro, Amarildo de Souza, em 14 de Julho; acompanho o caso através da internet e TV. Sábado ultimo, dia 26, em uma palestra em Glória de Dourados perguntei aos presentes qual era a pergunta do momento e que azucrinava o ouvido do sistema. O Auditório quase que inteiro de modo uníssono ecoou: onde está o Amarildo? Ontem, 02/10, li na mídia online que foi concluído o inquérito sobre o desaparecimento dele. E que segundo o inquérito, ele foi submetido a choques elétricos, e que por ser epilético, não resistiu e morreu. E como era comum na época da Ditadura Militar, os carrascos de Amarildo foram PMs. Os policiais eram da UPP da favela da Rocinha. Ao menos sobre esse Amarildo a verdade apareceu, ou começa a aparecer. Sim, digo ao menos esse, pois o atual Amarildo Souza é somente um dentro os muitos casos que bandidos usando fardas Brasil afora assassinaram covardemente pessoas pobres, negras, indígenas, trabalhadoras. Tais pessoas constam como desaparecidas, suas famílias sofrem, esperando o dia que encontrarão ao menos os restos mortais de seus entes querido e possam dar-lhes um enterro digno. Alguns, poucos, ainda alentam a esperança de  encontrá-los com vida.

Desde 14 de julho, quando foi conduzido de sua casa, na Rua 2, à sede da UPP, o pedreiro Amarildo desapareceu. De lá para cá, nas redes sociais veiculava por todo o Brasil e mundo uma faixa com uma pergunta que não queria calar: ONDE ESTÁ O AMARILDO? - Tal indagação revestida de indignação incomodou o sistema, o qual procurou agir.  Diante da incomoda indagação nacional, a banda podre do sistema chegou a pagar uma testemunha para dizer que o pedreiro morador da Rocinha tinha sido levado por traficantes. Tentaram desacreditar diante da sociedade a família do pedreiro. Quase que a mulher do desaparecido, a agora comprovada viúva, Elizabete Gomes da Silva, foi presa acusada por envolvimento com o tráfico.

Acima falei que os assassinos do pedreiro Amarildo são bandidos usando fardas, sim, disse e repito são "bandidos usando fardas", pois tais canalhas não merecem o nome de Policiais Militares. Quantos outros Amarildos estão desaparecidos? Vamos clamar no ouvido do sistema: "CADE OS OUTROS AMARILDOS?" Sim é preciso gritar e o sistema incomodar, pois do contrário, muitos outros Amarildos, de todas as cores, credos, idades, gêneros e classes sociais continuarão desaparecidos. Quantas mães, esposas, filhos e filhas vão dia após dia, noite após noite, continuar esperando seus "Amarildos" retornarem para seus braços, suas casas, suas comunidades? Todavia, eles não retornarão, pois estão enterrados em covas rasas, ou foram esquartejados e cozidos em frigoríficos, como já ouvi falar que ocorre em determinados lugares do Brasil. Amarildos que foram exterminados pela banda podre da policia. Bandidos fardados que formam um esquadrão de morte corrupto e criminoso. Tais parasitas cooperam para a deterioração da sociedade e mancham o bom nome da corporação militar. Tenho parentes, amigos e irmãos na fé que são policiais, e mesmo fora do meu circulo social sei que existem ótimos policiais, tanto militares, como civis e federais. Homens e mulheres que buscam exercer de forma digna, reta e honesta suas funções como servidores e guardiães de sua patroa, a população.

É preciso separar o joio do trigo, o bandido da polícia. Policia é policia. Bandido é bandido. Ao policial digno e honesto o respeito, honra e salário digno. Ao bandido fardado a punição exemplar, julgamento, expulsão, cadeia, e em casos como este que envolveu seqüestro, tortura, morte e ocultação de cadáver, defendo a prisão perpétua.

Nossos pêsames e orações a família do assassinado Amarildo de Souza. Todavia, que a pergunta que perturbou o sistema não cale, que diante de cada caso de injustiça e opressão possamos agir, reagir e interagir exclamando: ONDE ESTÁ A JUSTIÇA?

Abre a tua boca a favor do mudo, pela causa de todos que são designados à destruição. Abre a tua boca; julga retamente; e faze justiça aos pobres e aos necessitados. - Provérbios 31:8-9

Reverendo José do Carmo da Silva. - Igreja Metodista em Fátima do Sul - MS.

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