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3 de Outubro de 2013 15h58

Empregados acusam atacadista de sonegar pagamento de horas extras

A empresa é acusada também de não manter relógio de ponto e nem livro de ponto dos 90 funcionários da empresa na Avenida Coronel Antonino

Assessoria

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande - SECCG acusa a empresa Max Atacadista, da Avenida Coronel Antonino, de lesar direitos de seus empregados principalmente com relação às horas extras trabalhadas pelos seus 90 funcionários. A empresa resiste em colocar um relógio de ponto ou um livro de ponto para o controle do trabalho de seu quadro de pessoal.

Os diretores sindicais Apolônio Aires Marques, Elvídio Barbosa e Rubia Santana estiveram algumas vezes na empresa procurando orientar a direção da empresa para cumprir com a legislação trabalhista no tocante ao controle de entrada e saída dos funcionários. A empresa resiste e não atende às reivindicações da entidade de classe, denunciam os diretores.

Rubia Santana afirmou que como esgotou a tentativa de negociação direta com a empresa, o sindicato vai levar o caso para a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso do Sul. “Vamos levar a denúncia para o órgão do Ministério do Trabalho e Emprego no Estado, para que as devidas providências sejam tomadas”, afirmou a sindicalista.

A direção do SECCG informou também que entrou em contato, pessoalmente inclusive, com o gerente da Max Atacadista, Jurandir Nascimento, que responsabilizou técnicos da IBM que estariam protelando para fazer a instalação do relógio de ponto dos funcionários na empresa. A lei, segundo ela, obriga qualquer empresa com mais de 10 funcionários a manter o cartão de ponto ou caderno de ponto.  

Enquanto isso, os funcionários denunciam que a cada início de mês, seus salários não vêm com as horas extras trabalhadas ao longo do mês. O pior é que, segundo Rubia Santana, a empresa não tem sob rígido controle as horas extras efetuadas por cada funcionário. “Fazem cinco meses que a empresa está nessa lenga lenga e não resolve o problema. Foi por isso que os funcionários nos trouxeram o problema agora. Queremos que o Ministério do Trabalho e Emprego resolva o problema de vez”, afirmou. 

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