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SEGURANÇA

Militares de MS participam de missão de apoio a refugiados venezuelanos

A tropa viajou em aeronaves da Força Aérea, a partir de Campo Grande

25 Jan 2019 - 11h11Por Correio do Estado

Militares de Mato Grosso do Sul embarcaram nesta sexta-feira para Roraima, onde realizam missão de assistência a refugiados da Venezuela. Ao todo, 226 homens e mulheres lotados no Comando Militar do Oeste (CMO) do Exército Brasileiro, divisão que também engloba Mato Grosso e Aragarças (GO), integram o 4º Contingente da Força Tarefa Logística Humanitária, intitulada“Operação Acolhida, organizada pelo Ministério da Defesa. A tropa viajou em aeronaves da Força Aérea, a partir da base Aérea de Campo Grande.

Na semana passada, sete militares do CMO já haviam sido enviados e mais 14 vão na semana que vem, totalizando 247. Eles desembarcam em Boa Vista e Pacaraima, onde vão prestar diversos tipos de atendimento, como abrigo, assistência social, consultas médicas e encaminhamentos, mas apenas em solo brasileiro. “Estes militares estiveram em treinamento durante tempo considerável, em vista desta missão que é acolher venezuelanos que chegam ao país em busca de novas oportunidades”, disse o general Lourival Carvalho Silva, comandante do CMO.

Entre os profissionais que participam da ação estão médicos, dentistas, assistentes sociais e psicólogos, entre outros responsáveis pela engenharia, logística, comunicação e segurança. “Quando eles [refugiados] entram no Brasil, vêm por Pacaraima. Lá, tem um posto de identificação, onde recebem autorização da Polícia Federal para entrar. Depois, são vacinados e levados para um centro de triagem, onde tiram documentos pessoais, como carteira de trabalho e recebem atendimento médico e psicológico”, pontuou.

DESPEDIDA

A expectativa é de que a tropa fique por pelo menos três meses, em substituição ao 3º Contingente. “Acredito que vão continuar com o trabalho valoroso que vem sendo executado pelos que já estavam lá”, pontuou o general. Durante a partida, familiares e militares se emocionaram, como o pipoqueiro Manoel Amaral Dias, de 72 anos, pai do militar Loester dos Santos Dias. “É um orgulho muito grande que ele está dando pra gente”, afirmou o homem. “Fico feliz de poder fazer algo pelo meu país, ajudando pessoas que estão precisando”, destacou Loester, lotado há sete anos, atualmente na Base de Administração e Apoio.

“Mãe tem orgulho né, acho muito importante ele poder fazer parte disso. A gente fica com saudade e esses três meses vão ser difíceis, mas meu coração sabe que ele está fazendo a coisa certa. Estou muito feliz”, destacou a dona de casa Neiva Martins Pereira, de 42 anos, mãe do militar Sílvio Bezerra de Araújo, de 20 anos, que há três anos serve ao Exército Brasileiro. “Eu não tenho nem palavras para descrever a emoção deste momento”, afirmou o rapaz.

Militar se despede da família na Base Aére da Campo Grande. Foto: Valdenir Rezende

CRISE NA VENEZUELA

Apesar do momento de crise que passa a venezuela, o general Lourival não quis comentar o assunto e foi breve ao ser questionado sobre o risco de conflito grave no país vizinho. “Acredito que o novo governo do Brasil está atento ao que acontece não só na Venezuela, mas em todos os país que nos circundam e teremos, seguramente, boas decisões no que concerne à Venezuela. No entanto, nosso objetivo aqui hoje é enviar contingente com mais de 200  militares para realizar uma ação humanitária”, pontuou.

General Lourival, durante entrevista após a solenidade. Foto: Valdenir Rezende

OPERAÇÃO ACOLHIDA

Instrumento de ação do Estado brasileiro, a Operação Acolhida destina-se a apoiar - com pessoal, material e instalações - a montagem de estruturas e a organização das atividades necessárias ao acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Tal conjuntura é decorrente do fluxo migratório para o Estado de Roraima, provocado pela crise humanitária na República Bolivariana da Venezuela.

Por meio da Medida Provisória (MP) nº 820, de 15 de fevereiro de 2018, o Brasil instituiu o Comitê Federal de Assistência Emergencial, que decreta emergência social e dispõe de medidas de assistência para acolhimento a esse segmento-alvo. As medidas desempenhadas pelos governos federal, estaduais e municipais acontecerão pela adesão a instrumento de cooperação federativa. Os Decretos nº 9285 e nº 9286, da mesma data da MP, constituem parte da legalidade e da amplitude impostas aos atores comprometidos com essa ação.

Ao todo, são 12 ministérios que integram o Comitê Interministerial. O primeiro decreto reconhece a situação crítica, enquanto que o segundo define a composição, as competências e as normas de funcionamento do Comitê Federal de Assistência Emergencial.

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