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Mal formação Congênita

Em MS, bebê nasce sem nariz e mãe busca vaga em hospital para tratamento

Menina nasceu com uma malformação congênita na face e precisa ser transferida para iniciar tratamento

24 Ago 2017 - 07h39Por Campo Grande News

Com apenas quatro dias de vida, a pequena Alicia Vitória já enfrenta uma batalha pela vida. A bebê nasceu com uma malformação congênita na face, que prejudica nariz e olhos. Desde o dia do parto, ela está internada na maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, mas o hospital não tem recursos suficientes para o tratamento. A criança precisa ser transferida para a Santa Casa, que não tem vaga.

"Ela está na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), está com aparelhos na boca, respirando, mas os médicos dizem que ela precisa de um hospital que tenha mais recursos, que aqui eles não tem nenhum recurso para atendê-la. Estamos desesperados atrás desta vaga", diz a mãe da bebê, Renata Kelly Souza Murer, 26 anos.

Renata conta que teve uma gestação normal, fez pré-natal e até o nascimento da filha, acreditava que estava tudo bem com a criança. A triste surpresa veio no parto. "Ela não chorou e já vi que tinha alguma coisa errada. Mas ninguém sabia o que era e até agora ninguém sabe", conta.

 
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Bebê está em UTI da maternidade Cândido Mariano - Foto: Direto das Ruas

 

Segundo a mãe, Alicia nasceu de 38 semanas, com 3,5 quilos e, aparentemente, não tem nenhum outro problema, além da malformação na face.

"Nunca imaginei que ela fosse nascer assim. Fiz tudo certinho, o acompanhamento no posto do Nova Lima, as ultrassonografias que a médica pediu, só não fiz a morfológica, porque tenho duas filhas e não tive que fazer delas. Eu só queria saber o que ela tem e vou lutar com todas as minhas forças para conseguir essa vaga", diz.

O diretor técnico da maternidade Cândido Mariano, Daniel Gonçalves de Miranda, disse que desde o dia que a criança nasceu o hospital vem solicitando a transferência à prefeitura. "Nós não somos um hospital de referência em malformação congênita, porque algumas intervenções cirúrgicas não temos condições de realizar. Então, já solicitamos a transferência e como fomos informados que não haveria vaga, acabamos admitindo-a em nossa UTI. Conforme a necessidade da criança, estamos tentando viabilizar alguns exames, mas a gente sabe que o ambiente ideal", explicou.

O Campo Grande News entrou em contato com a prefeitura, que informou já estar buscando uma vaga para a menina. "Sabemos que a criança nasceu com uma cardiopatia congênita, mas, por enquanto, a Santa Casa está lotada. De qualquer forma, acreditamos que hoje mesmo vamos conseguir a transferência dessa bebê, só estamos esperando a liberação de um outro bebê que está internado, mas pretendemos fazer a transferência hoje", afirmou Yama Higa, coordenador de urgências da prefeitura. 

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