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11 de Janeiro de 2017 08h17

Bebê tem tipo de câncer raro e mãe pede ajuda para o tratamento

Bebê tem tipo de câncer raro e mãe pede ajuda para o tratamento

CORREIO DO ESTADO
FOTO: ARQUIVO PESSOALFOTO: ARQUIVO PESSOAL

Há pouco mais de um mês, Lione Balta Cardozo, de 27 anos, recebeu diagnóstico do filho Athur Balta Martins Cardozo, de 6 meses, e fez com que a vida dela virasse de cabeça para baixo. Com tipo raro de câncer, o neuroblastoma, a doença foi descoberta no estágio 4S, ou seja, o mais avançado. As informações são do portal do jornal Correio do Estado.

Para dar continuidade ao tratamento do filho mais novo, Lione, que é mãe ainda de Julia Balta Martins Cardozo, de 4 anos, está recorrendo aos amigos e até desconhecidos para angariar fundos e lutar contra o tempo a fim de salvar a vida do pequeno Arthur.

A desconfiança de que algo não estava bem com o caçula começou no dia 6 de dezembro, mesma data em que a família passou percorrendo hospital e clínicas de Campo Grande atrás de exames específicos.

"Quando ele acordou no dia 6, percebi que a fralda estava seca. Eu ia levá-lo para a casa da minha sogra, mas ele estava muito irritado e chorando demais, então resolvi levá-lo ao Hospital da Criança", contou a mãe.

Na unidade hospitalar, o médico mandou que o bebê fizesse ultrassom de emergência. "Corri atrás desse exame e fui conseguir na Diimagem, pois passaram ele na frente, já que exames assim são todos agendados com antecedência", explicou Lione.

Com o ultrassom em mãos, a mãe escutou no local que havia uma massa na barriga do bebê. "E então me pediram para retornar com emergência ao Hospital da Criança para que o médico avaliasse melhor o resultado", frisou.

Já no Hospital da Criança, a mãe de Arthur foi surpreendida com o encaminhamento do filho às pressas para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da Santa Casa de Campo Grande. "Ele chorava muito de dor. Fez o toque e outros exames que confirmaram um tumor de 7,5 centímetros na barriguinha dele", explicou.

DIAGNÓSTICO

"Então os médicos me falaram que Arthur tinha uma espécie de tumor chamado rabdo mio sarcoma", relatou. O rabdo mio sarcoma é considerado agressivo e de rápido desenvolvimento. Nos EUA, 8.300 casos novos de sarcomas são diagnosticados anualmente e 3.900 morrem em decorrência da doença, sendo a incidência de dois casos por 100 mil habitantes.

Diante da situação, ainda no dia 6 de dezembro, o bebê teve que retirar 400 ml de urina da bexiga. "O tumor cresceu demais, pressionou e tampou a bexiga dele. Depois de dois dias, no dia 8, Arthur foi submetido à biópsia e na tarde do dia 9 o resultado ficou pronto", detalhou.

Após o procedimento, médicos informaram que o tumor da criança era outro. "Então eles tiveram a certeza de que se tratava do neuroblastoma, câncer maligno que não é tão raro quanto o anterior, mas que já estava no último estágio de crescimento, o 4S", relatou Lione.

Na cirurgia de retirada do tumor ocorreu tudo bem, porém, os médicos informaram que não puderam retirar tudo, já que parte estava colado na última vértebra da criança. Ainda durante o procedimento foram realizados exames de medula, que constataram a presença de células cancerígenas.

Internado, no dia 12 de dezembro Athur completou seis meses. Após 19 dias no hospital ele recebeu alta e hoje realiza processo quimioterápico a cada 21 dias. Ainda na Santa Casa ele pegou infecção na urina devido a baixa imunidade. Já realizou seis sessões de quimioterapia, ou seja, concluiu o primeiro ciclo.

O procedimento médico deve ser feito durante pelo menos o ano todo de 2017, onde serão feitos exames para o acompanhamento da evolução do tratamento. Ao final da quimioterapia ele deve passar por transplante de medula. "O transplante será feito da medula dele mesmo. Pegam células boas e colocam nele".

Para cuidar exclusivamente do filho, Lione largou a faculdade de Direito e pediu demissão da loja de embalagem onde trabalhava como vendedora. Já o marido, Marcos Juliano de Freitas Cardoso, de 27 anos, está desempregado e faz bicos na empresa do pai. "Ele só quer ficar comigo, sofreu demais esses dias", alega a mãe.

FINANCEIRO

Durante os dias em que o bebê esteve internado, a família gastou todas as economias. "Gastamos tudo o que a gente tinha, não temos nada nem para vender, pois tudo que temos está financiado", pondera a mãe.

Em busca de oferecer melhores condições para o tratamento do filho, a família almeja uma vaga no Hospital de Barretos, referência em tratamento de câncer. "Queremos ir, mas não temos dinheiro nem para hospedagem, alimentação ou deslocamento. Um amigo do meu marido está nos auxiliando para conseguir uma vaga. Assim que surgir, entramos no carro e vamos".

Apesar de ter convênio médico da Unimed, exames e consultas cobram uma taxa de co-participação. "Pagamos uma porcentagem de tudo que usamos. Ele fez todos os tipos de exame, alguns custam de R$ 4 mil a R$ 5 mil".

CONTRIBUIÇÃO

Por conta disso a família está rifando um novilho que ganhou em doação e também abriu uma conta para depósito no site da 'Vakinha Solidária'. A rifa custa R$ 30 e pode ser comprada pelo telefone número 9.9148-0515. O sorteio será feito ao vivo por link do Facebook e o vencedor poderá optar pelo prêmio ou receber o valor equivalente em dinheiro.

Outra forma de contribuir com qualquer quantia financeira clicando aqui, ou depósito em conta bancária:

Banco do Brasil

Lione Balta Martins

Agência: 4447-4

Conta Corrente: 19078-0

Com informações do jornal Correio do Estado.

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