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12 de Agosto de 2004 07h34

Zeca traz refinaria de petróleo para Campo Grande

Em reunião, ontem à tarde, com o governador Zeca do PT, diretores do grupo paulista Vibrapar confirmaram a instalação, em Campo Grande, de uma Unidade de Processamento de Condensados da Univen, uma das empresas do holding. A UPC de Campo Grande terá capacidade para refinar 20 mil barris de condensados ao dia, transformando o insumo em gasolina, querosene, óleo combustível, solventes e outros derivados de petróleo. O investimento total – somando o capital de giro – atinge R$ 250 milhões, com a geração de 200 a 300 empregos diretos e até 4 mil empregos indiretos. Mas o diretor para Novos Negócios do grupo, André Luiz Anton de Souza, ressaltou que um empreendimento desse porte atrai uma série de outras empresas fazendo multiplicar as oportunidades de trabalho.

A previsão é de que já em setembro do próximo ano a refinaria entre em operação. A matéria prima será trazida de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. O grupo já compra óleo condensado boliviano para abastecer a unidade de Itapeva, interior de São Paulo, que tem capacidade de refino de 5,2 mil barris/dia. Até a fronteira com o Brasil (Puerto Suarez) o produto é transportado em vagões-tanque, e a partir de Corumbá prossegue em caminhões-tanque.

As negociações para trazer a Univen a Mato Grosso do Sul começaram há um ano, ressaltou o secretário de Receita e Controle, José Ricardo Pereira Cabral. Há dois meses a empresa apresentou o estudo de impacto ambiental. “O governador Zeca do PT determinou agilidade ao processo, mas tomando todo cuidado para que não seja causado dano ambiental nenhum”, frisou o secretário de Meio Ambiente, Márcio Portocarrero. Hoje, a Sema (Secretaria de Meio Ambiente) emitiu a Licença Ambiental Prévia para a instalação da refinaria, em uma área de 110 hectares no macro anel entre as saídas para Sidrolândia e São Paulo.

Posição estratégica – Além do incentivo fiscal, outros fatores pesaram a favor de Mato Grosso do Sul na disputa pela refinaria. O sócio-diretor do grupo, Alexandre Malavazzi, lembrou que a Estrada de Ferro Novoeste do Brasil está passando por melhorias e logo estará em condições plenas de uso. Portanto, o condensado poderá ser transportado em vagões desde Santa Cruz de la Sierra até a refinaria, já que a ferrovia passa por dentro da área em que a unidade será instalada. Como o transporte ferroviário é mais barato, o custo da produção cai, viabilizando o investimento.

A posição geográfica de Mato Grosso do Sul também contribui, colocando o Estado como um pólo distribuidor para toda a região Centro-Oeste, assim como conflitos internacionais que impossibilitam à Bolívia exportar sua produção através do Oceano Pacífico. O Brasil tem se firmado como parceiro comercial preferencial da Bolívia, inicialmente na compra de gás natural e agora também na importação de condensado de petróleo.

Toda a produção da UPC de Campo Grande vai se destinar ao mercado regional. A expectativa é abocanhar uma fatia de 20% a 30% do comércio de derivados de combustíveis do Centro-Oeste. O grupo Vibrapar possui uma distribuidora de combustíveis, a Gpetro, e uma rede de 350 postos em todo o país, que passará a operar na região.
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