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19 de Julho de 2004 13h10

Zeca do PT discute projetos na hidrovia com diretor do DNIT

 

O diretor de Infra-estrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), Washington Lima de Carvalho, visitou Mato Grosso do Sul neste fim de semana para discutir os investimentos do Ministério dos Transportes na melhoria dos portos e nas condições de navegabilidade no rio Paraguai. Carvalho se reuniu com o governador Zeca do PT, ontem, em Bonito, e com a diretoria da Ahipar (Administração da Hidrovia do Paraguai), em Corumbá.

Carvalho considerou importante conhecer as potencialidades hidroviárias do Estado para visualizar melhor os grandes projetos em execução pelo DNIT, em parceria com o Governo Popular e com o setor privado. Ainda este ano o Ministério dos Transportes estará destinando R$ 30 milhões para reativar o Porto de Ladário e ampliar a capacidade operacional do terminal de Porto Murtinho. O orçamento da União para 2005, em fase de formatação, vai prever mais investimentos na hidrovia.

O diretor do DNIT esteve em Corumbá, onde conheceu a nova estrutura administrativa da Ahipar e o Porto de Ladário, que se transformará no principal eixo comercial da hidrovia com estrutura para estocar grãos, minérios e líquidos. Devido ao mau tempo, Carvalho cancelou a visita ao porto de Murtinho, mas se reuniu com o governador Zeca do PT em Bonito, ontem. O superintendente da Ahipar, Fermiano Yarzon, e a diretora-presidente da Agitrams (Agência Estadual de Integração de Transportes) , Leatrice Couto, participaram do encontro. 

O superintendente da Ahipar informou que os recursos financeiros garantidos para a hidrovia destinam-se, também, para o setor de gerenciamento de todo o trecho brasileiro, de Cáceres (MT) a foz do Apa (Poto Murtinho), totalizando 1.270 quilômetros. A visita do diretor do DNIT, segundo Yarzon, foi oportuna porque possibilitou discussão mais detalhada da sistematização gerencial da via, considerando, principalmente, os aspectos ambientais. A manutenção da hidrovia para uso comercial, turístico e trânsito das comunidades pantaneiras necessita de um controle permanente quanto à sinalização, balizamento e melhoria do calado em época de seca, explicou o superintendente da Ahipar.

O licenciamento ambiental da via, já requerida pelo DNIT ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), visa cumprir os procedimentos da atual legislação em todo o trecho brasileiro para garantir o gerenciamento proposto pela Ahipar. “Estamos licenciando a hidrovia e melhorando a logística de transportes para prepará-la para os grandes projetos industriais para Corumbá”, disse Fermiano Yarzon. “A questão ambiental é prioridade e está em fase de implantação do sistema de controle da água, das matas ciliares e da segurança das embarcações”, acrescentou. Segundo Yarzon, a limpeza do canal do rio é necessária, mas não é uma regra. “Suspendemos a dragagem em 2003, economizando R$ 500 mil”, observou.

 

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