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Brasil

Voluntários pagando para trabalhar nos Jogos Pan-Americanos

15 Mai 2007 - 14h17

Eles vão bancar do próprio bolso hospedagem, passagem e, fora dos locais de trabalho, toda a alimentação. Mas não se importam. Ser voluntário num evento como os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro é, na verdade, um investimento.

Pelo menos é o que acham alguns capixabas que enfileiram essa lista de mais de 10 mil pessoas a serviço do evento. A riqueza profissional, cultural e pessoal que lhes reservam 15 dias entre a nata esportiva das Américas é a recompensa que faz valer a pena o esforço.

"Estar num Pan é uma experiência e tanto, todo mundo já está muito animado, nem que seja para servir cafezinho", brinca a professora de Educação Física Eliane Gonçalves, que esteve em março na dinâmica de grupo realizada dentro do processo de seleção dos voluntários.

Ali, eles puderam entrar no clima do Pan e também indicar a área de atuação que desejam trabalhar. Esta, aliás, por enquanto ainda é uma incógnita. Mas até a incerteza do que vão fazer é atrativo para quem se coloca sem restrições para servir.

"A sensação de novidade, de ser mil e uma utilidades é legal também. Mas todos nós apontamos pelo menos três esportes de preferência e devemos ficar em um deles", explica a estudante de Educação Física Fernanda Canesso, 20 anos, que escolheu o vôlei por duas razões: "Estou estudando agora as regras e estou gostando muito, além do que a modalidade está no auge".

A chance de estar num evento do porte do Pan é acima de tudo a oportunidade que para muitos pode ser rara. "Recebi o convite para ir às últimas Olimpíadas com a minha esposa, e na época, como estávamos fazendo mestrado, ficou muito pesado. O custo chegava a quase U$ 7 mil cada. Mas, agora, como é no Rio, ficou muito mais fácil e barato", explica o professor Jorge Castro, o Chileno, esposo de Eliane.

Mesmo assim, há quem ainda esteja pesando benefícios, custos e disposição para servir 15 ou até 30 dias no evento.

É o caso da estudante de Turismo Lucélia Batista, de 22 anos, que vê a balança equilibrada até agora. "De um lado está a oportunidade de estar no meio de tantas culturas, o que seria ótimo para o curso, mas de outro está meu estágio. É difícil decidir", diz.

"Quero muito ir para o Pan e já estou muito ansiosa. Meu pai está meio receoso por ser no Rio, por causa da insegurança, mas para mim será muito importante até para conhecer mais da área em que vou atuar e quem sabe me especializar nela"
Fernanda Canesso, 20 anos
Universitária que escolheu ser voluntária na competição de vôlei

"É uma chance de ouro para profissionais da área, mas também para qualquer um que queira ter uma grande experiência num evento do porte do Pan. Foi isso que vimos no processo de seleção, pessoas dos mais diversos ramos, das mais variadas idades e níveis sociais"
Eliane Gonçalves, 36 anos
Professora de Educação Física

Jogos serão laboratório de observação

Mais do que o fascínio de estar entre grandes estrelas do esporte, ser voluntário do Pan é, para grande parte das pessoas, uma excelente oportunidade profissional. Conhecer de perto os segredos do alto rendimento pode ser um tesouro.

"É claro que não vamos acompanhar todo o treinamento dos atletas, mas vamos observar na prática o que os livros dão com atraso e o que muitas vezes não é revelado", afirma o professor Jorge Castro.

Para ele, a observação dos atletas que disputam o Pan pode render variados estudos. "O atleta têm um comportamento psicológico diferente, são extremamente disciplinados", destaca.

A área escolhida por ele para atuação é a de antidoping, especialmente na coleta de dados. "Será sem dúvida um grande aprendizado que contará e muito para quem é da área principalmente", afirma ele, que sabe o que quer.

"Não vou no oba-oba. Muito gente não sabe nem o que vai fazer, nem para onde está indo. Esse é um evento grandioso e para mim um investimento profissional enorme", comemora.

Os 10 mandamentos do voluntário

1. Qualquer pessoa pode ser voluntária, independentemente de escolaridade ou idade o importante é ter boa vontade e responsabilidade

2. Ser voluntariado é uma vontade pessoal

3. Ao se tornar voluntário, procure saber como será a sua tarefa. A iniciativa é o motor do voluntário

4. Seja humilde. O fato de você estar ajudando não significa que você será paparicado e que seu trabalho não vai ser criticado

5. O trabalho voluntário exige o mesmo profissionalismo que em uma empresa, talvez até maior

6. Existem regras a seguir, portanto colabore com o funcionamento do trabalho

7. Não desanime se nem todos vibrarem e baterem palmas pelo seu trabalho

8. Não é só o voluntário que doa sua energia e criatividade, mas ganha também em uma experiência espontânea, alegre, prazerosa, gratificante

9. Respeite as diferenças. Cada um é voluntário a seu modo, não há fórmulas nem receitas a serem seguidas

10. Segundo estudo da Universidade de Michigan, homens que faziam menos trabalhos voluntários eram mais propensos a morrer. Portanto, ser voluntário faz bem à saúde.

Consulta: www.voluntarios.com.br

 

A Gazeta Online

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