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Violência do Rio preocupa e assusta atletas do Pan

5 Mai 2007 - 09h40

Os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, com início marcado para o dia 13 de julho, é a grande atração esportiva do ano para os atletas brasileiros. Após edições no Canadá (Winnipeg-1999) e na República Dominicana (Santo Domingo-2003), é a vez de o Brasil receber a principal competição das Américas. Mas não são os adversários e lutas por medalha que amedrontam e preocupam os esportistas, e sim, a violência que assola a capital carioca.

De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública, da Secretária de Segurança de Estado de Segurança do Rio de Janeiro, o Estado registrou 192 homicídios, mais de 1.700 carros roubados e 2.697 pessoas assaltadas ou vítimas de furto em fevereiro, último mês com dados disponibilizados no site do instituto.

Números que assustam até mesmo quem vive na própria capital carioca, como o triatleta Virgílio de Castilho, que procura até mudar horários de vôo para não ter quer usar a Linha Amarela de madrugada. Além da prevenção, ele também defende a presença do exército nas ruas.

"A grande preocupação, sem dúvida, é a violência que ainda não cessou no Rio de Janeiro. Esses dias mesmo assassinaram dois policiais no mesmo lugar em que aconteceu aquela tragédia do garoto João Hélio. Eu vinha para São Paulo às 5h30 e tinha que estar no Aeroporto do Galeão às 5h. Pedi para mudar porque andar na Linha Amarela às 4h30 não dá, é complicado", diz o atleta.

"Mas o próprio governador do Rio (Sérgio Cabral) fez um apelo já, mas é uma guerra. Vai ser como na Eco-92 (encontro pela ecologia realizado em 1992), com exército na rua, não vejo outra maneira", completa Castilho.

Nascida em Niterói, a também triatleta Sandra Soldan acredita que a preocupação com a violência é momentânea e que todos os atletas devem conseguir focar na competição, que será disputada na capital carioca.

"Eu sou carioca e estou super acostumada com a violência. É complicado se acostumar com tudo, até com a violência. Você vive com o vidro do carro fechado, pára no farol preocupado, vive com os nervos à flor da pele, em estado de alerta 24 horas, não tem dia, não tem hora para você ser seqüestrado, assaltado", afirma.

"Isso não tem como resolver. Até o Pan a gente espera, reza e tem fé de que os bandidos vão colaborar, mas acho que os atletas estão tão focados em treinos que eles não se preocupam com violência agora", completa Sandra.

Assim como a triatleta, o corredor Vanderlei Cordeiro de Lima, que irá participar da Maratona do Pan, também se apóia na ajuda divina para participar da competição e conseguir proteção para escapar das armadilhas da cidade carioca.

"É uma preocupação muito grande com Rio sobre a segurança. Espero que até o Pan haja uma definição da segurança para que nós, atletas brasileiros e também as outras equipes dos demais países possam estar no Rio com maior tranqüilidade", explica.

"Essa missão de levar paz ao Rio de Janeiro vai ser muito importante para a imagem do País lá fora, a gente tem que pedir a Deus que nos proteja e que as autoridades possam tomar uma decisão mais rápido possível para que a gente possa representar o Brasil tranqüilo no Rio", desabafa o medalhista olímpico.

A também corredora Juliana Paula Gomes, que busca vaga nos 800m e 1.500m nos Jogos, diz que somente a vontade de ganhar uma medalha esconde o medo por estar em território carioca.

"A gente acaba ficando receoso, com medo mesmo. Os familiares também se preocupam. Na verdade, o medo é camuflado pela vontade participar e vencer. Se for pensar muito, a gente nem quer ir. Mas confio nos organizadores", relata.

Um dos principais nomes do atletismo brasileiro, a saltadora Maurren Higa Magi acredita em uma trégua e torce pelo bom andamento das competições.

"Eu tento acreditar que não vá acontecer nada com a gente, que essa guerra que está acontecendo entre eles não tenha nada que envolver atletas, porque a gente não tem nada para dar para eles, eu não acredito que eles vão querer acabar com a festa do Pan também", afirma.

O corredor Marílson Gomes dos Santos prefere esquecer a violência, apesar também temê-la, e centra sua preocupação e esforço nas provas que pretende disputar no Rio de Janeiro: 5.000m e 10.000m.

"Acho que temos que tentar focar no objetivo que é correr e ganhar medalha, deixar o assunto da violência para as autoridades, com quem tem que tomar as providências e a gente tem que fazer a nossa parte, independente da violência, vamos lá para fazer o nosso melhor", conclui.

 

 

Terra Redação

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