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Brasil

Vigilância autua falso dentista na cidade de Deodápolis

11 Abr 2007 - 11h13
Após denúncia feito pelo CRO/MS (Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul) no mês passado, a Vigilância Sanitária do Estado autuou dois práticos protéticos por exercício ilegal da profissão de dentista em Deodápolis e Mundo Novo. Segundo o fiscal Elias de Moura Nascimento, um dos acusados atuava há 40 anos na cidade de Deodápolis, enquanto o outro atuava em Mundo Novo.

Na casa onde funcionava o consultório em Deodápolis, o homem atendia sem as mínimas condições de higiene exigidas pela Vigilância Sanitária. No local, foram apreendidos equipamentos para a confecção de próteses e moldeiras – que são materiais de uso exclusivo de dentistas – além de motor de poletriz, ceras, entre outros.

Em Mundo Novo, outro prático protético autuado exercia atividades permitidas a profissionais formados em Odontologia. O consultório funcionava numa pequena sala da casa, no centro da cidade, e, durante a vistoria, o homem entregou espontaneamente ao fiscal vários equipamentos e materiais.

O Conselho chegou até os dois práticos mediante denúncias anônimas e, conforme constatou, o primeiro deles chegava a fazer extrações de dentes. O procedimento era feito numa cadeira comum, embaixo de um pé de manga, onde o fiscal encontrou uma bandeja com sangue.

Os dois foram autuados pela Vigilância Sanitária e estão impedidos de voltar a trabalhar como dentistas ou protéticos, que também exige formação, sendo que inquéritos serão instaurados para apurar responsabilidades. Entre setembro de 2004 até o dia 29 de março de 2007, o CRO já autuou 24 práticos dentistas e protéticos na região sul do Estado, sendo que apenas no município de Dourados quatro foram tirados do mercado paralelo.

"A maioria alega que não tinha conhecimento da exigência do diploma para trabalhar. Outros admitem que sabiam, mas precisavam ganhar o sustento próprio", conta Elias, enfatizando que há riscos em procurar profissionais sem capacitação. "Eles não costumam esterilizar os equipamentos, que em geral são velhos e ultrapassados. Fervem em panelas que não asseguram a esterilização do material a ser usado na boca do paciente", alerta.
 
 
 
 
 
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