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8 de junho de 2010 16h48

Vice-prefeito da Capital anuncia rompimento político com Puccinelli

Mídia Max

"Não posso admitir que me usem". Com esta afirmação, em tom de desabafo, o vice-prefeito de Campo Grande, Edil Albuquerque, do PMDB, expressa sua revolta com a "peça" que lhe pregou o governador e anuncia seu rompimento político com Puccinelli.

Edil relata que estava empenhado à frente da Secretaria de Negócios e Desenvolvimento da Capital, em cumprir a missão que lhe foi conferida pelo prefeito Nelsinho de buscar, através da atração de investimentos, desenvolvimento de modalidades diferenciadas de empreendimentos, impulsionar a economia da Capital e, assim, criar oportunidade de trabalho para a população.

"Quer missão mais gratificante do que esta?"

Segue o relato do vice-prefeito: "Pois bem, recebi, através do prefeito Nelsinho, a informação de que o governador queria falar comigo, poderia precisar de minha colaboração nas eleições. Como sempre fiz, afirmei que o interesse do partido se sobrepunha ao meu pessoal.

Em minha conversa com o governador, ele me pediu que disputasse vaga à Assembleia Legislativa. Para tanto, ele cuidaria, junto como prefeito Nelsinho, para que eu tivesse estrutura para ter sucesso na disputa. Disse a ele que, nessas condições, eu poderia topar, mas perguntei como ele lidaria com os deputados atuais do partido, que, naturalmente, reagiriam contra minha participação, haja vista minha base eleitoral ser na Captial, o maior colégio eleitoral do Estado. Mas, segundo Edil, o governador garantiu que isso não seria problema e teria, ainda, feitos comentários negativos à Casa.

A partir daí, segundo Edil, enquanto os deputados estaduais operavam a reação, o governador só lhe chamava de "deputado" nos enventos públicos.

Posteriormente, Puccinelli, alegando dificuldades em Dourados ["a coisa tá difícil lá"] afirmou que precisava de Edil em outro projeto, a suplência de Murilo Zauith. "Mais uma vez, me coloquei à disposição".

Após algumas conversas, dei sinal verde ao Murilo de que viabilizasse o projeto junto ao governador para que a disputa, ao menos, fosse em igualdade de condições à do deputado Moka, tido como o candidato do governador.

Estranhamente, a partir daí, o governador sequer me fez uma ligação telefônica e, pela imprensa, acompanhei o processo de fritura pelo qual passava a candidatura do vice-governador ao senado.

Foi esta a razão que me fez, com respeito que o Murilo merece, comunicá-lo de que não tenho mais condição de colaborar. Aliás, sinto no Murilo desmotivação e duvido que ele leva adiante a candidatura, ao menos se tiver alguma esperança de apoio verdadeiro do governador." Poderia ser desastroso para ele".

Diante disso, só me resta me afastar politicamente do governador. Não é dessa forma que vejo o trabalho político. Se você pertence a um grupo, precisa ser respeitado para participar, e eu não me sinto nessa condição".

Crise no PMDB

Na semana passada, o senador Valter Pereira, em pronunciamento na tribuna do senado, anunciou também seu rompimento político com o governador e fez graves acusações de que Puccinelli fez uso da máquina estatal fpara favorecer o deputado Moka nas prévias do PMDB, processo que definiou o candidato do partido ao senado.

Alessandra de Souza

O prefeito Nelsinho Trad, que já ratificou seu apoio à candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, afirmou ontem que o PMDB precisa se organizar, pois o PT saiu na frente na disputa estadual.

 

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