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Vereador de Terenos é indiciado por morte de irmão

16 Ago 2007 - 16h59
O vereador de Terenos Hélio Locks foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio doloso e porte ilegal de arma de fogo. Ele é acusado de ser o mandante do assassinato do irmão, Sérgio Locks, 40 anos, que morava em Blumenau, município de Santa Catarina, e estava havia poucos dias na cidade que fica a 31 quilômetros da Capital.
 
Hélio nega envolvimento, assim como os outros dois indiciados pelos mesmos crimes. Milton de Souza Brito, que teria sido o autor dos cinco tiros que atingiram a vítima, e José Itamar da Cruz, suspeito de colaborar com o crime. A Polícia Civil chegou a suspeitar dos três após diversas contradições nos depoimentos. A polícia ainda não sabe a motivação para o crime.
 
De acordo com o laudo pericial, Sérgio morreu por volta de 7 horas de 2 de julho em uma área de mata fechada da Fazenda Santa Rosa, distante cerca de 20 quilômetros da área urbana de Terenos. Um dia antes, Hélio avisou a Milton, que é caseiro da propriedade onde o corpo foi encontrado, que o irmão iria caçar e talvez fosse almoçar na casa de Milton.
 
Hélio disse à polícia que subiu com o irmão em uma árvore à espera de caça, ficou alguns minutos e depois foi embora. Mais tarde, ligou para Milton e perguntou se Sérgio tinha ido almoçar. Diante da negativa de Milton, pediu para que verificasse o que havia ocorrido e, então, o caseiro da fazenda retornou a ligação dizendo que Sérgio foi encontrado morto.
 
À polícia, a informação inicial era de que Sérgio havia caído da árvore. Ao chegar no local foi constatado que tratava-se de um homicídio. Hélio acompanhou o trabalho da perícia e não esboçou nenhuma reação de surpresa ou indignação, segundo a polícia.
 
Ao ser informado que o irmão havia sido assassinado, pediu água, alegando estar com sede, pois havia acabado de descarregar um freezer e quando a polícia perguntou no local sobre os tiros, disse “ninguém ouviu tiro aqui”. Ele foi ouvido no mesmo dia, assim como outras pessoas, e omitiu que havia telefonado a Milton logo após saber da morte, pedindo para que retirasse as armas do local.
 
A informação sobre o telefonema foi dada por Milton, que disse ainda que pediu a José Itamar que retirasse a arma e não armas. No local, a polícia encontrou uma que seria utilizada por Sérgio para caçar e nas proximidades foi localizado um revólver calibre 22. De acordo com a perícia, foi esta a arma utilizada para matar Sérgio.
 
Em depoimento, o vereador disse ainda que na hora em que o crime ocorreu, falava ao telefone com o prefeito da cidade, Humberto Pereira, informação confirmada por ele. Porém o telefonema foi dado após o horário em que o crime teria ocorrido, segundo levantou a polícia. O vereador afirmou também que esteve em uma padaria da cidade no início daquela manhã. Segundo consta na investigação, funcionários disseram não tê-lo visto.
 
Tiros - Sérgio foi morto com um tiro no pé, dado de baixo para cima, o que segundo a polícia, o teria derrubado da árvore. Ele foi atingido ainda por um disparo na cabeça e outros três no pescoço, quando já estava no chão. A cena do crime teria sido alterada, conforme laudo pericial.
 
No início daquela manhã, Milton ainda perguntou à esposa se tinha ouvido um tiro, ela teria respondido que aquele já era o terceiro que ouvia. O caseiro disse à polícia que no horário do crime estava cuidando de porcos.
 
Hélio já prestou dois depoimentos à polícia. O segundo na presença de advogados. A Polícia Civil chegou a pedir a prisão temporária e preventiva dele, o que foi negado pelo juiz da comarca de Terenos, José Berlange de Andrade. O parecer do MPE (Ministério Público Estadual) foi favorável para os dois pedidos. O inquérito ainda não foi concluído porque a Polícia Civil pediu mais prazo.

Defesa
O advogado Rubens Barbirato, que defende o vereador, disse que Hélio não tem qualquer envolvimento com o assassinato do irmão. Segundo o advogado, não há provas que incriminem o vereador e ele vê o indiciamento como resultado de “suposição do delegado”. Barbirato diz acreditar que Hélio não chegará a ser denunciado pelo MPE. A reportagem do Campo Grande News tentou várias vezes falar com o vereador na Câmara de Terenos porém os telefones não atendem.

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